
Presidente russo Vladimir Putin. (Christian Hartmann/Reuters)
Um navio espião russo
foi detectado nesta terça-feira perto da costa leste dos Estados
Unidos, o primeiro incidente deste tipo ocorrido desde a posse do novo
presidente do país, Donald Trump, informaram fontes oficiais à emissora
Fox News.
Segundo dois funcionários do governo
americano, a embarcação navegava a pouco mais de 100 quilômetros do
litoral do estado de Delaware, no nordeste dos EUA, em direção ao
norte. Apesar da proximidade com o litoral americano, de acordo com as
fontes, o navio estava em águas internacionais.
A embarcação em questão, o SSV Viktor
Leonov, é capaz de interceptar comunicações ou sinais dos serviços de
inteligência conhecidas como SIGINT. O navio russo também pode medir a
capacidade dos sonares da Marinha dos EUA e está equipado com mísseis
terra-ar.
A permanência do navio despertou
reclamações do governo americano que defende que o ocorrido viola um
tratado estabelecido entre os países no fim da Guerra Fria. “Não
representa uma grande preocupação, mas estamos de olho”, afirmaram
funcionários do governo à rede Fox News.
A passagem do navio russo ocorreu depois
dos testes de mísseis recentemente efetuados por Irã e Coreia do Norte,
ambos condenados de forma veemente pelo governo de Trump. O episódio
representa um desafio para o republicano recém-empossado, que havia
exposto sua intenção de se aproximar do presidente da Rússia, Vladimir
Putin.
Investigações
Nesta terça-feira, congressistas
democratas pediram a abertura de uma investigação para averiguar a
relação entre Trump e a Rússia. Os congressistas da oposição querem
investigar uma suposta interferência da Rússia nas eleições
presidenciais de 2016 as conversas clandestinas entre Michael Flynn, que
renunciou ao cargo de conselheiro de Segurança Nacional nessa
segunda-feira, e o embaixador russo em Washington antes da posse
de Trump. Flynn ainda deu informações equivocadas e mentiu ao
vice-presidente Mike Pence sobre essas conversas.
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