
Sergio Moro fala em evento da Rádio Joven Pam, em São Paulo (Heitor Feitosa/VEJA.com)
O juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato na primeira instância em Curitiba, afirmou nesta terça-feira que este “não é um momento de vacilações” e que se preocupa com retrocessos que podem vir da falta de vontade política dos poderes Executivo e Legislativo em enfrentar a corrupção.
Moro também defendeu a manutenção do efetivo da Polícia Federal para que a Operação Lava Jato continue a todo vapor. Nos últimos meses, integrantes da força-tarefa de Curitiba foram remanejados para outros postos, a equipe foi reduzida e houve um contingenciamento no orçamento destinado à corporação como um todo.
“Não é o momento de vacilações para chegar a esse caso [a Lava Jato] até o final. Valeria a pena ter um efetivo maior”, disse Moro, em evento organizado pela Rádio Jovem Pan em um hotel no centro de São Paulo. O juiz explicou que o combate à corrupção não dispende tantos gastos e que compensa diante dos valores devolvidos à Justiça.
O magistrado fez críticas às propostas de reforma política em discussão no Congresso, como a criação do fundo bilionário para financiar campanhas com verba pública e a implementação do sistema conhecido como “distritão“. “Com todo respeito ao Parlamento, essa reforma política não é uma verdadeira reforma política. Tem que ser pensada de maneira diferente para se enfrentar esse problema”, afirmou.
Moro ressaltou que é preciso ter integridade para que o combate à corrupção não seja feito de maneira seletiva. “É importante que haja uma agenda suprapartidária. Quando começa a se discutir que corrupção é coisa de esquerda, é coisa de direita, você está fazendo jogo político”, disse Moro, terminando com um apelo para que a sociedade civil “force” o Congresso a emplacar esse tipo de agenda.
O juiz foi bastante aplaudido pela plateia formada em sua maioria por advogados, promotores, empresários, jornalistas e representantes da Polícia Militar e Civil do Estado de São Paulo. Também havia um grupo de tietes de Moro devidamente uniformizadas com camisetas de apoio à Lava Jato que compareceu ao evento só para vê-lo.
O magistrado fez críticas às propostas de reforma política em discussão no Congresso, como a criação do fundo bilionário para financiar campanhas com verba pública e a implementação do sistema conhecido como “distritão“. “Com todo respeito ao Parlamento, essa reforma política não é uma verdadeira reforma política. Tem que ser pensada de maneira diferente para se enfrentar esse problema”, afirmou.
Moro ressaltou que é preciso ter integridade para que o combate à corrupção não seja feito de maneira seletiva. “É importante que haja uma agenda suprapartidária. Quando começa a se discutir que corrupção é coisa de esquerda, é coisa de direita, você está fazendo jogo político”, disse Moro, terminando com um apelo para que a sociedade civil “force” o Congresso a emplacar esse tipo de agenda.
O juiz foi bastante aplaudido pela plateia formada em sua maioria por advogados, promotores, empresários, jornalistas e representantes da Polícia Militar e Civil do Estado de São Paulo. Também havia um grupo de tietes de Moro devidamente uniformizadas com camisetas de apoio à Lava Jato que compareceu ao evento só para vê-lo.
(Veja.Abril.com.br)
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