
Fernando Haddad e Jair Bolsonaro - Mauro Pimentel e Nelson Almeida / AFP
Brasília - A Coligação "O Povo Feliz de Novo", formada pelos partidos PT, PCdo B e Pros, acionou, nesta terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja aberta uma investigação por abuso de poder econômico contra a campanha do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. O caso gira em torno da empresa de ar condicionado Komeco, localizada na cidade de Palhoça, na região da Grande Florianópolis (SC).
Ao pedir a instauração de uma ação de investigação
judicial eleitoral, a coligação de Fernando Haddad pretende que, ao
final da apuração, a Corte Eleitoral declare Bolsonaro inelegível por
oito anos.
A coligação acusa o presidente da Komeco, Denisson
Moura de Freitas, de ter gravado um áudio direcionado a funcionários
solicitando que os empregados usem adesivos e camisetas de apoio a
Bolsonaro. De acordo com o PT, no áudio, Denisson afirma que a empresa
irá contribuir para a compra dos materiais e que os funcionários da
Komeco irão trabalhar durante a "semana Bolsonaro" uniformizados com a
camiseta.
A acusação da coligação de Haddad é a de que a campanha
de Bolsonaro está ganhando reforço financeiro "que não está
compatibilizado nos gastos" oficiais divulgados ao TSE, mas cujos
resultados serão usufruídos pelo candidato do PSL.
Desequilíbrio
Para a coligação do candidato petista, a ação de
investigação tem o objetivo de "evitar o desequilíbrio do pleito e o
abuso do poder econômico, uma vez que tal prática tem potencial
suficiente para comprometer o equilíbrio do pleito eleitoral de 2018".
Procurada pela reportagem a Komeco não havia respondido
até a publicação deste texto. A campanha de Bolsonaro ainda não se
manifestou sobre o caso.
(por: Estadão Conteúdo)
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