
Diante da decisão de Dias Toffoli que proibiu a Polícia Federal de
fazer buscas no gabinete de José Serra no Senado, integrates da
Lava-Jato demoraram a observar a ocorrência de uma possível “competência
seletiva” e a tecer críticas ao entendimento do presidente do STF.
O mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Eleitoral faz parte da operação Paralelo 23, da Polícia Federal, que investiga suposto caixa 2 na campanha do tucano ao Senado em 2014. A decisão do presidente do STF atendeu a um pedido feito pelo do Senado, sob o argumento de que juiz não pode autorizar diligências no Congresso.
Ainda segundo Deltan, “se a moda pega”, o mesmo argumento de Toffoli poderia ser utilizado contra buscas e apreensões em outros lugares, “pelo risco de prejuízo à atividade empresarial, judicial, advocatícia, ministerial etc., dignas de igual proteção, o que inviabilizaria a apuração de crimes”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário