MÃE LUÍZA
Nadjara Martins
repórter
A Secretaria Municipal de
Obras Publicas e Infraestrutura (Semopi) investiga uma possível fuga
de material da estrutura de contenção do morro de Mãe Luiza. Após as
chuvas que atingiram a capital no início da manhã de ontem (4), foi
detectada a infiltração de água no aterramento da cratera. De acordo com
a Semopi, ainda não foi possível identificar a causa do problema, uma
vez que é preciso aguardar a estiagem das chuvas para a retirada da lona
de proteção. Já a Defesa Civil inicia amanhã, em conjunto com a
Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) uma reavaliação das
casas atingidas – atualmente, 136 estão interditadas.
Magnus Nascimento
Semopi investiga infiltração de água no aterramento da cratera entre a Guanabara e a Sílvio Pedroza
O
início das precipitações aconteceu por volta das 3h da manhã. A água
acumulada nas ruas Atalaia e Guanabara, no alto do morro, desceram pela
lona sobre a cratera e carrearam areia para a avenida Sílvio Pedroza. A
água, antes absorvida pelo morro se acumulou na via, que foi interditada
entre as 8h30 e 10h30. Ao pé da cratera, a caixa de contenção do esgoto
provisório estourou e jorrava água servida na rua.
Apesar de o tráfego na rua
ter sido resolvido cedo – não houve nova interdição ao longo do dia – o
motivo para preocupação estava encoberto. De acordo com o secretário
adjunto de conservação da Semopi, Walter Fernandes, foram encontrados
pontos de fuga do material sob a lona de contenção. Mesmo com equipe em
campo durante o dia, não foi possível identificar a causa.
“Descobrimos
a fuga de materiais, mas foi pequena e queremos identificá-la, mas não
temos como abrir a lona enquanto estiver chovendo”, afirmou o
secretário. Não há risco iminente para novos deslizamentos mas, de
acordo com Fernandes, enquanto continuar chovendo ainda é preciso ter
cuidado. “Enquanto chover será uma situação de risco”, acrescentou.
Entre
as possíveis causas para a entrada de água sob a lona impermeável é a
reincidência da tubulação irregular de alguma casa ou rompimento da
tubulação da drenagem provisória.
A situação do aterro de Mãe
Luiza não é a única que será reavaliada. A Defesa Civil iniciará amanhã o
processo de reavaliação das casas interditadas nas ruas Atalaia e
Guanabara. O processo será acompanhado por engenheiros da Semurb.
De
acordo com Paulo César Ferreira, secretário municipal de Defesa Social
(Semdes), a reavaliação vai durar, em média, duas semanas para ser
concluída.
“Vamos formar uma comissão de reavaliação para
identificar quais casas já estão liberadas e os moradores poderão
voltar”, apontou o secretário. Serão reavaliadas as estruturas das
casas, da mesma forma como foi feito no início das interdições, em
junho. Até o momento, 136 casas estavam totalmente interditadas (com
alto risco de desabamento) nas duas avenidas. Estes moradores, que foram
evacuados das casas, tinham direito de solicitar o aluguel social à
Prefeitura.
O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves e o
secretário de obras públicas e infraestrutura, Tomaz Neto viajam hoje à
tarde para Brasília para nova audiência no Ministério das Cidades. O
objetivo, segundo o titular da Semopi, é buscar uma resposta do
ministério sobre os projetos apresentados para recuperação definitiva da
encosta de Mãe Luiza.
No dia 23 de julho, uma comitiva da
Prefeitura apresentou os resultados das ações emergenciais ao Ministério
da Integração e o projeto de recuperação definitiva ao das Cidades. O
primeiro liberou R$ 3.340 milhões. As obras são tocadas pela empresa
Ramalho Moreira.
Já a recuperação definitiva engloba drenagem,
pavimentação, urbanização, substituição de rede de água, escadaria de
acesso e construção das casas e custará R$ 8.297.919, 81. Por meio de
assessoria de imprensa, o MC informou que não há prazo para fim da
análise do projeto.
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