PESCA
Roberto Lucena
Repórter
A empresa potiguar Atlântico Tuna pediu autorização ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para vender uma carga de aproximadamente 200 toneladas de atum que está apreendida, desde agosto de 2013, no navio japonês Shoei Maru nº 7. A embarcação está atracada na Base Naval de Natal e a carga tem valor estimado em mais de R$ 1,2 milhão. A empresa alega que as câmaras frigoríficas que mantém a carga congelada no navio podem apresentar problemas e estragar o pescado. O Ibama está analisando o pedido.
Repórter
A empresa potiguar Atlântico Tuna pediu autorização ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para vender uma carga de aproximadamente 200 toneladas de atum que está apreendida, desde agosto de 2013, no navio japonês Shoei Maru nº 7. A embarcação está atracada na Base Naval de Natal e a carga tem valor estimado em mais de R$ 1,2 milhão. A empresa alega que as câmaras frigoríficas que mantém a carga congelada no navio podem apresentar problemas e estragar o pescado. O Ibama está analisando o pedido.
Ibama
O pescado está apreendido, desde agosto de 2013, no navio japonês Shoei Maru nº 7: Câmaras frigoríficas mantêm congelamento
O Shoei Maru nº 7 foi um dos três navios apreendidos durante uma operação conjunta entre Ibama, Polícia Federal e Marinha do Brasil nos meses de julho e agosto do ano passado. Ao todo, 565 toneladas de atum foram recolhidas pelas autoridades. Segundo o Ibama, as embarcações não obedeciam normas básicas para a pescaria ditadas pela legislação brasileira e podem ter sido responsáveis pela morte de pelo menos 30 mil aves marinhas como albatrozes e gaivotas.
As apreensões aconteceram no litoral dos Estados do Rio Grande do Sul,
Bahia e Pernambuco. No primeiro Estado, o navio apreendido foi o Kinei
Maru nº 108, no dia 30 de julho. Na Bahia, houve a apreensão do Kinsai
Maru nº 58 e, no Pernambuco, a 200 quilômetros do Recife, o Shoei Maru
nº 7. Ambas apreensões foram realizadas no dia 15 de agosto. O último
navio foi enviado do Pernambuco para a Base Naval de Natal onde está
atracado há um ano e dois meses.
Carga
Agora, a empresa Atlântico Tuna quer dar destino a carga que está no navio Shoei Maru. Administrativamente, a empresa solicitou ao Ibama a permissão para comercializar o peixe. A assessoria do órgão informou que o pedido está sob análise e “caso o instituto aceite, o dinheiro arrecadado com a venda do atum será depositado em uma conta administrativa do próprio Ibama até que a Justiça determine o ganhador da lide”. O peixe é mantido em câmaras frigoríficas que podem atingir a temperatura de 60 graus negativos.
Por causa dos supostos crimes cometidos pela empresa, a Justiça, até o momento, determinou o perdimento da embarcação, do pescado e dos petrechos de pesca. A empresa recorreu da decisão e o Ibama pode doar todos os bens apreendidos. “O Ibama ainda não realizou a destinação desses bens por causa da legislação eleitoral, que proíbe doação em ano eleitoral”, explicou a assessoria.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, a Atlântico Tuna quer transportar as 200 toneladas de atum para o frigorífico da empresa de pesca Norte Pesca. A partir daí, seria feito a comercialização da carga. A reportagem tentou, durante a tarde de ontem, contato com o proprietário da Atlântico Tuna, o empresário Gabriel Calzavara. No entanto, ele não foi localizado na sede da empresa e os números de telefone celular estavam inoperantes.
Ano passado, quando houve a apreensão dos três navios, a empresa se defendeu das acusações. Em nota, a Atlântico Tuna afirmou que a pesca do atum feita pelas embarcações da empresa é realizada de acordo com a norma recomendada pela Comissão Internacional de Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), no que diz respeito ao uso de equipamentos e técnicas que visam a prevenir a captura incidental de aves marinhas e com licenciamento, notadamente quanto à arte de pesca e limites quantitativos de captura.
Carga
Agora, a empresa Atlântico Tuna quer dar destino a carga que está no navio Shoei Maru. Administrativamente, a empresa solicitou ao Ibama a permissão para comercializar o peixe. A assessoria do órgão informou que o pedido está sob análise e “caso o instituto aceite, o dinheiro arrecadado com a venda do atum será depositado em uma conta administrativa do próprio Ibama até que a Justiça determine o ganhador da lide”. O peixe é mantido em câmaras frigoríficas que podem atingir a temperatura de 60 graus negativos.
Por causa dos supostos crimes cometidos pela empresa, a Justiça, até o momento, determinou o perdimento da embarcação, do pescado e dos petrechos de pesca. A empresa recorreu da decisão e o Ibama pode doar todos os bens apreendidos. “O Ibama ainda não realizou a destinação desses bens por causa da legislação eleitoral, que proíbe doação em ano eleitoral”, explicou a assessoria.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, a Atlântico Tuna quer transportar as 200 toneladas de atum para o frigorífico da empresa de pesca Norte Pesca. A partir daí, seria feito a comercialização da carga. A reportagem tentou, durante a tarde de ontem, contato com o proprietário da Atlântico Tuna, o empresário Gabriel Calzavara. No entanto, ele não foi localizado na sede da empresa e os números de telefone celular estavam inoperantes.
Ano passado, quando houve a apreensão dos três navios, a empresa se defendeu das acusações. Em nota, a Atlântico Tuna afirmou que a pesca do atum feita pelas embarcações da empresa é realizada de acordo com a norma recomendada pela Comissão Internacional de Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), no que diz respeito ao uso de equipamentos e técnicas que visam a prevenir a captura incidental de aves marinhas e com licenciamento, notadamente quanto à arte de pesca e limites quantitativos de captura.
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