segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Motoristas passam por cima de canteiro central na Bernardo Vieira. Passagem irregular está provocando acidentes e destruindo meio-fio do canteiro

DERESPEITO

Retor
Motoristas e motociclistas que trafegam pela Avenida Bernardo Vieira, no Tirol, estão desrespeitando as normas de trânsito e passando por cima do canteiro central e pela passagem de pedestres, no ponto em frente à entrada lateral do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Além dos inúmeros acidentes causados pela infração, a atitude irresponsável de muitos tem colocado a vida das pessoas que atravessam a via em risco de atropelamentos.

As irregularidades são tantas e tão frequentes que as pedras que formam o meio-fio do canteiro central já foram arrancadas do local e estão espalhadas próximo ao trecho de maior fluxo de veículos. E até o antigo asfalto do retorno, que foi coberto com uma mistura de areia e barro, já está visível em quase toda a sua totalidade.

Segundo o porteiro Carlos Augusto, as infrações de trânsito são constantes no trecho e já causaram inúmeros acidentes, principalmente colisões traseiras, porque os veículos que tentam passar pelo trecho irregular param de repente e quem vem atrás não consegue frear. Outro ponto de acidentes é a passagem de pedestres, que vive sendo invadida por motociclistas, alguns sem respeitar o momento de travessia das pessoas.

“É muito perigoso porque além dos riscos de batidas, que sempre acontecem porque são muitos os motoristas que desrespeitam o canteiro, há ainda o risco de atropelamentos dos pedestres e cadeirantes que usam a passagem, porque os motociclistas não respeitam de forma alguma. E infelizmente, é muito difícil ter fiscalização aqui e quando um agente de trânsito vem, com certeza ele multa muita gente errada”, explicou.
Ele disse ainda que, para tentar diminuir as infrações e riscos para quem trafega corretamente pelo trecho da avenida e cansados de esperar uma ação das autoridades de trânsito, alguns moradores do condomínio em frente ao antigo retorno chegaram a colocar metralha em cima do canteiro. A medida, apesar de errada, surtiu efeito por duas semanas, até o material ter sido retirado pela Prefeitura Municipal.

“Foi uma medida extrema depois de uma batida entre dois veículos que por pouco não derrubou um poste de iluminação pública. Durante as duas semanas, ninguém conseguia passar com o veículo por aí, mas acho que devem ter denunciado, porque logo depois retiraram a metralha e as irregularidades voltaram ainda maiores. Já flagramos até caminhões e microônibus fazendo essa manobra errada”, afirmou.
O auxiliar de serviços gerais Bruno Silva também já perdeu as contas de quantas infrações e acidentes já presenciou desde que o retorno foi fechado para o tráfego de veículos, há mais de dois anos. Ele também confirmou que há um problema sério de falta de fiscalização na Avenida Bernardo Vieira e que é muito raro ver um agente de trânsito atuando na área.

Bruno disse também que não há um dia ou horário específico para as infrações, que acontecem sobretudo quando há um fluxo maior de veículos na avenida, nos horários de pico. “Ou é preguiça de ir até a Xavier da Silveira para fazer o retorno da forma correta ou então, pena de gastar combustível para isso. As pessoas não respeitam mais o próximo, querem passar na frente de todos, se dar bem, é o jeitinho brasileiro de fazer as coisas”, desabafou.

Problema ocorre em outras partes da cidade
A solução viável para eliminar a irregularidade seria o reparo do meio-fio e área interna do canteiro central, mas a secretaria responsável por isso, de Serviços Urbanos (Semsur), aguarda há mais de seis meses a abertura de processo de licitação para a contratação de empresa responsável pelos serviços, que depende da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semov). De acordo com a assessoria de comunicação da Semsur, o problema é presente em diversos pontos da cidade, mas a pasta não pode executar nenhum serviço antes da conclusão do processo licitatório, que não tem prazo definido.

Enquanto isso não acontece, o chefe de Inspeções da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), Carlos Eugênio, afirmou que são realizadas ações de fiscalização rotineiras na área e que, muitas vezes, são realizadas mais de 30 autuações por dia, todas relacionadas à mesma infração relatada pelas testemunhas. “Infelizmente, a própria população quebra o meio-fio e retira as pedras para poder fazer a passagem irregular”, disse.

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