O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anuncia em instantes o nome do novo presidente do Banco Central. Ele concede coletiva de imprensa nesta manhã em Brasília. O mais cotado é o do economista-chefe do Itaú-Unibanco Ilan Goldfajn.
O novo presidente do Banco Central, além de economista-chefe do Itaú Unibanco, foi diretor de Política Monetária do Banco Central durante a gestão de Armínio Fraga, durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. O presidente do BC não terá cargo de ministro do Estado no governo Michel Temer, mas deve manter prerrogativas como o foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal.
"A garantia de foro privilegiado será por meio de uma PEC (proposta de emenda constitucional) e também para que se estenda à diretoria do BC. Nessa PEC será colocada a autonomia técnica e decisória do Banco Central, para que o Banco Central não tem as decisões questionadas, disse. Ilan e Marcelo Caetano, que encabeçará a Secretaria da Previdência, estão em voo e não compareceram ao anúncio. O ministro antecipou a apresentação, inicialmente prevista para 11h, porque se antecipar à abertura dos mercados.
"O Marcelo Caetano tem como principal responsabilidade formular a política de Previdência no Brasil. Ontem fizemos uma reunião com centrais sindicais e nesta reunião estabelecemos um prazo de 30 dias. É a minha sugestão. Concordo com o prazo", afimou Meirelles. "Não temos uma proposta pronta e não vamos fazer nada precipitado. Teremos uma política coordenada. A ideia é uma proposta discutida com as centrais, Congresso e a sociedade." Ele complementou. "É como se diz, 'vamos devagar que eu estou com pressa'. A ideia é nos mover rápido de forma eficaz, sem idas e voltas", afirmou.
Carlos Hamilton é novo secretário de Política Econômica. Ele é economista da FGV, funcionário de carreira do Banco Central e foi diretor de Política Econômica do BC no governo Dilma. "Fui encarregado pelo presidente Michel Temer de ser o coordenador, e o formulador será Carlos Hamilton", disse Meirelles.
Mansuetto de Almeida Júnior foi apresentado como secretário de Acompanhamento Econômico cargo em que vai ter como foco a qualidade das despesas públicas, segundo Meirelles. "O foco principal neste primeiro momento é uma análise detalhada das despesas públicas e que vai dar o fundamento para as medidas que vamos tomar futuramente. Vamos tomar medidas eficazes e definitivas, que não tenham que ser revistas seis meses depois", disse.
O secretário executivo será Tarcísio Godoy, que ocupou o mesmo posto na gestão de Joaquim Levy. Eles serão responsáveis por conduzir um ajuste fiscal e tentar controlar um déficit estimado em mais de 96 bilhões de reais.
Nesta segunda-feira, a Presidência da República anunciou a economista Maria Sílvia Bastos Marques como presidente do BNDES.
Próximos nomes - A próxima rodada de anúncios de presidentes incluirá os titulares dos bancos públicos, como Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. Meirelles disse que pode manter os atuais titulares.
"Todos aqueles que não tem substituto, por enquanto, vão permanecer nos cargos", segundo o ministro. Um deles é o secretário de Tesouro, não anunciado por Meirelles. O posto continuará sendo ocupado por Otávio Ladeira. Ele também manteve Jorge Rachid na Receita Federal.
por:Veja
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