segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Após Fidel, vendedores de imóveis em Cuba sonham alto. Mercado imobiliário da ilha comunista espera que, com a morte do ditador, seu irmão Raúl amplie a liberdade de negócios nesse setor da economia

HAVANA/CUBA
 
 
 
Os corretores de imóveis que passam o dia na Avenida Paseo de Martí, conhecida como Prado, em Havana, esperam que a morte de Fidel Castro leve seu irmão e sucessor Raúl a abrir mais a economia e incentivar os negócios.

Desde 2011, a compra e a venda de imóveis foi facilitada para os cubanos. Um apartamento de dois quartos sai por 15 000 cucs, a moeda conversível para turistas que quase equivale ao dólar. Em moeda brasileira, o montante daria cerca de 50 000 reais.

Apesar da pechincha, as regras são muito rígidas, o que dificulta a compra por estrangeiros. Os apartamentos só podem ser vendidos para alguém com documento de residência na ilha.

Os corretores se oferecem para
resolver isso com um casamento arrumado. Por mais 4 000 cucs (14 000 reais), eles encontram uma cubana disposta a subir ao altar.

Depois da cerimônia, eles calculam que o documento de residência chegue em três meses. Então, o estrangeiro, agora meio-cubano, já poderia separar-se e tocar a vida normalmente.

As amarras burocráticas, obviamente, fazem com que os negócios não prosperem como o esperado.
“Agora que Fidel morreu, Raúl vai poder fazer o que bem entender e abrir mais a economia”, diz um dos corretores no Prado.

Outro corretor, quando entrevistado por uma finlandesa com câmera de vídeo na mão, teceu vários elogios ao ditador falecido: “Fidel ajudou Cuba a dar um salto. Ele tinha um plano na cabeça. Agora, estamos todos muito tristes com sua morte”, disse ele para a estrangeira.

 (VEJA.com)

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