
O ministro da Educação, Abraham Weintraub - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília - O ministro da Educação, Abraham Weintraub,
confirmou, nesta setxa-feira, durante live em uma rede social, a
realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na versão impressa,
com prova prevista para os dias 1º e 8 de novembro. Segundo ele, até
lá, a quarentena já terá passado e não há motivo para o adiamento do
exame.
Se houver algum problema na aplicação da prova
digital, os candidatos poderão refazer o exame na versão impressa, em
data posterior. "Se der problema, faz a reaplicação em papel, junto com
quem teve problema [com a prova] em papel", explicou o ministro.
Weintraub informou que a pasta concedeu cerca de 1
milhão de isenções da taxa de inscrição do Enem 2020. O prazo para fazer
o pedido termina às 23h59 desta sexta-feira. O participante que deseja
solicitar o direito de não pagar a taxa e estiver dentro dos critérios
do edital deve acessar a página do Enem 2020 e se inscrever. O resultado
será divulgado no dia 24 de abril.
Fies
O ministro também garantiu que o governo vai
suspender temporariamente o pagamento do Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies) em decorrência da crise econômica causada pelo novo
coronavírus. A regulamentação do adiamento está em fase final de
tramitação no ministério e será, inicialmente, por 60 dias, podendo ser
prorrogada por mais 60.
"Já está encaminhado o pedido, tramitando no
Ministério da Economia e no MEC. Serão 60 dias e, se precisar mais 30 e,
depois, mais 30", detalhou.
Ano letivo
Ainda durante a live, Weintraub disse que não há
comprometimento do ano letivo por causa da suspensão das aulas que
ocorre em todo o país. No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro
editou medida provisória (MP) para flexibilizar o número mínimo de 200
dias letivos previstos em lei.
"O ano letivo não está comprometido. A gente
flexibilizou a questão dos 200 dias. Com a flexibilização dos 200 dias, a
única coisa que a gente pede é que as escolas deem um currículo de 800
horas/aulas, e isso pode ser feito de uma forma mais flexível", disse.
(Por
Agência Brasil)
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