AÇÃO DE IMPEACHMENT

Wilson Witzel - Reprodução Internet
As contratações feitas pelo governador afastado
Wilson Witzel (PSC) para o combate à covid-19 no Rio de Janeiro foram
"inequivocamente eivadas de irregularidades e repletas de indícios de
corrupção". As conclusões foram apresentadas nesta terça-feira, pela
Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que
acompanhou as medidas adotadas pela gestão estadual durante a pandemia.
A recomendação ao colegiado é que seja confirmado o
afastamento definitivo do governador "para não haver chances de
embaraços nas investigações em curso".
Ao todo, foram analisados 196 contratos emergenciais
firmados por Witzel com 188 empresas e organizações sociais destinados à
contratação de serviços, produtos e insumos para o combate à covid,
incluindo a construção de hospitais de campanha e compra de testes
rápidos para a doença. Ao todo, a soma dos contratos chega a R$ 1,7
bilhão, fechados sem licitação em pouco mais de três meses.
"As estratégias, ações e contratações para o
enfrentamento ao covid-19 realizadas pelo governo do Estado do Rio de
Janeiro foram marcadas pela ausência de planejamento, por inúmeras e
reiteradas irregularidades e por indícios de corrupção", apontou o
relatório final da comissão.
Segundo os deputados, em cerca de 99% dos contratos
analisados foram encontradas suspeitas de irregularidade e mau uso do
dinheiro público, seja por parte da Controladoria-Geral do Estado ou por
órgãos de investigação, como o Ministério Público Federal.
No caso dos hospitais de campanha, que concentrou
mais da metade dos gastos previstos pelo governo, a comissão parlamentar
aponta que Witzel prometeu sete unidades, mas entregou apenas dois, com
atraso e funcionamento parcial. Mesmo assim, a organização social Iabas
recebeu R$ 256 milhões dos R$ 835 milhões empenhados pelo governo
estadual.
"As irregularidades na contratação foram inúmeras, desde o direcionamento do contrato para a OS IABAS, passando pela ausência de planejamento e indicadores para precificação, incluindo a precariedade nos serviços prestados", apontou a comissão.
A Comissão Especial aponta que a pandemia já custou aos cofres públicos
do Rio cerca de R$ 420 milhões graças aos contratos firmados por Witzel
com empresas organizações sociais da saúde, e a gestão estadual deixará
um passivo empenhado de R$ 275,3 milhões a serem pagos.
"O orçamento de 2021 provavelmente herdará mais de R$ 250 milhões de restos a pagar ou de dívidas da pandemia, sem nenhum legado decente para a rede de Saúde", apontam os parlamentares.
"Contratos milionários foram cancelados, suspensos ou interrompidos. Organizações sociais foram desqualificadas ou declaradas inaptas e muitas outras ainda precisam ter o mesmo desfecho. A gestão do SAMU e a das UPAs retornaram aos cuidados do Executivo, repletas de problemas".
A análise da comissão afirma também que as ações de Witzel "fracassaram" e promoveram desperdício de "montante muito significativo de dinheiro público e, o mais grave de tudo, custaram inúmeras vidas".
"O orçamento de 2021 provavelmente herdará mais de R$ 250 milhões de restos a pagar ou de dívidas da pandemia, sem nenhum legado decente para a rede de Saúde", apontam os parlamentares.
"Contratos milionários foram cancelados, suspensos ou interrompidos. Organizações sociais foram desqualificadas ou declaradas inaptas e muitas outras ainda precisam ter o mesmo desfecho. A gestão do SAMU e a das UPAs retornaram aos cuidados do Executivo, repletas de problemas".
A análise da comissão afirma também que as ações de Witzel "fracassaram" e promoveram desperdício de "montante muito significativo de dinheiro público e, o mais grave de tudo, custaram inúmeras vidas".
"Os contratos irregulares e a corrupção que assolou o governo de Wilson
Witzel são diretamente responsáveis pelas vidas perdidas por falta de
vagas em leitos; responsáveis pelas sequelas do covid-19 nas pessoas que
não receberam atendimento médico; pelos medicamentos insuficientes;
pelos hospitais de campanha não inaugurados; pelos respiradores não
entregues; pelos profissionais da saúde acometidos de covid-19, por
trabalharem sem equipamentos de proteção adequada; pela disseminação de
covid-19 ante a ausência de testes suficientes", apontou a comissão.
"O retrato da precariedade da política pública de enfrentamento ao covid-19 pelo governo Witzel, evidenciado pelas investigações em curso, em cada área da saúde cujo atendimento foi precário, em virtude de superfaturamento, sobrepreços, direcionamento das contratações e não entrega dos serviços e produtos contratados", concluiu o parecer.
"O retrato da precariedade da política pública de enfrentamento ao covid-19 pelo governo Witzel, evidenciado pelas investigações em curso, em cada área da saúde cujo atendimento foi precário, em virtude de superfaturamento, sobrepreços, direcionamento das contratações e não entrega dos serviços e produtos contratados", concluiu o parecer.
Com a palavra, o governador afastado do Rio Wilson Witzel
A reportagem busca contato com o governador afastado do Rio Wilson Witzel. O espaço está aberto a manifestações
(Por:Estadão Conteúdo)
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