O
nome do técnico Francisco Diá, atualmente no Campinense, segue como o
mais forte entre os possíveis técnicos do América para a Série C do
Brasileirão. Se o Dragão diz que já acertou com o novo comandante - mesmo sem citá-lo -, Diá se nega a tratar de assuntos que fogem à reta final do Campeonato Paraibano.
E,
por enquanto, não nega e nem confirma nada - só irá se pronunciar ao
final do Estadual. Assim, ele mais uma vez se esquivou de ter acertado
com o Dragão. "Eu estou completamente focado no Campeonato Paraibano e
só pensarei nisso até ele acabar", resumiu o comandante da Raposa quanto
às especulações.
Nesse
contato com a reportagem do NOVO, o treinador falou também do seu atual
momento e do segredo do seu sucesso em Campina Grande. O ano do técnico
tem sido favorável: além de estar nas semifinal do Campeonato
Paraibano, ele surpreendeu com o a Raposa e foi vice-campeão da Copa do
Nordeste.
Como
resultado da campanha e do futebol, teve seu nome ligado não só ao
América, mas a outros clubes do país (falou-se até no Sport Recife),
segundo a imprensa paraibana.
Mas,
apesar da boa temporada, Diá, de 60 anos de idade, garante que esse não
é o ápice de sua carreira. "Eu tive um momento muito bom também no
Icasa, quando peguei o time muito mal no Cearense e consegui ser
vice-campeão brasileiro", lembrou, citando o acesso do time de Juazeiro
do Norte para a Série B do Brasileirão, em 2012. "Foi uma competição
mais difícil", acredita.
Apesar
do que argumenta o treinador, o Campinense desta temporada tem chamado
mais atenção. Com muita força no setor ofensivo, fez a melhor campanha
da fase de grupos da Copa do Nordeste e eliminou o Sport na semifinal.
Além
disso, fez do camisa nove Rodrigão (já negociado com o Santos) o
artilheiro do Brasil na temporada, com 17 gols. Por pouco, o título
regional, inclusive, não ficou pela segunda vez em Campina Grande.
Segredo é a montagem do elenco
O
segredo do sucesso desse Campinense e daquele Icasa, para Diá, está na
montagem do elenco, que ele garante ser a chave principal do seu
trabalho. Para o treinador, sua função vai além da beira do gramado:
ele atua como uma espécie de manager.
"O
segredo é a honestidade do trabalho. Se me der a autonomia de montar o
elenco, não tem quem faça melhor do que eu no Brasil", garante. "Nós
conhecemos um ciclo de jogadores e conseguimos montar bons elencos com
salários bem abaixo da maioria", completa.
Segundo
ele, nem o tempo em que está no clube (desde 2014) é tão importante
quanto acertar nas contratações. O grande problema está quando existe
uma interferência externa.
"Quando
não há ninguém querendo se intrometer, o trabalho dá certo. Foi assim
que montamos o Icasa que subiu e depois ficou em quinto na Série B. Foi
assim também que fizemos um bom trabalho em São Paulo (no Mogi Mirim)",
explica.
No
América, ele chegou a ter a oportunidade de montar um elenco ao lado da
diretoria, em 2011, mas não teve a possibilidade de ver o trabalho
crescer. Com maus resultados em amistosos às vésperas da Série C, ele
acabou demitido do clube. Flávio Araújo assumiu o comando e levou o time
à Série B naquela temporada.
Três passagens pelo América
Além
de 2011, Francisco Diá já teve outras duas passagens pelo clube. A
primeira foi a mais vitoriosa e aconteceu em 2009, quando assumiu o
Dragão com a Série B em andamento e ajudou a salvar a equipe do
rebaixamento. Pouco antes, ele havia conseguido o acesso para a Série C
com o Alecrim.
Na
temporada seguinte, seguiu para o Mogi Mirim, mas logo voltou ao
Alvirrubro, ainda no Estadual de 2010. No entanto, a estadia por Natal
durou pouco: o treinador perdeu a final do Primeiro Turno do Estadual
para o Corinthians de Caicó e acabou demitido.
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