sexta-feira, 6 de maio de 2016

Diá faz mistério sobre América e sentencia sucesso do seu trabalho: montar elencos

FRANCISCO DIÁ
O nome do técnico Francisco Diá, atualmente no Campinense, segue como o mais forte entre os possíveis técnicos do América para a Série C do Brasileirão. Se o Dragão diz que já acertou com o novo comandante - mesmo sem citá-lo -, Diá se nega a tratar de assuntos que fogem à reta final do Campeonato Paraibano.
E, por enquanto, não nega e nem confirma nada - só irá se pronunciar ao final do Estadual. Assim, ele mais uma vez se esquivou de ter acertado com o Dragão. "Eu estou completamente focado no Campeonato Paraibano e só pensarei nisso até ele acabar", resumiu o comandante da Raposa quanto às especulações.
Nesse contato com a reportagem do NOVO, o treinador falou também do seu atual momento e do segredo do seu sucesso em Campina Grande. O ano do técnico tem sido favorável: além de estar nas semifinal do Campeonato Paraibano, ele surpreendeu com o a Raposa e foi vice-campeão da Copa do Nordeste.
Como resultado da campanha e do futebol, teve seu nome ligado não só ao América, mas a outros clubes do país (falou-se até no Sport Recife), segundo a imprensa paraibana. 

Mas, apesar da boa temporada, Diá, de 60 anos de idade, garante que esse não é o ápice de sua carreira. "Eu tive um momento muito bom também no Icasa, quando peguei o time muito mal no Cearense e consegui ser vice-campeão brasileiro", lembrou, citando o acesso do time de Juazeiro do Norte para a Série B do Brasileirão, em 2012. "Foi uma competição mais difícil", acredita.

Apesar do que argumenta o treinador, o Campinense desta temporada tem chamado mais atenção. Com muita força no setor ofensivo, fez a melhor campanha da fase de grupos da Copa do Nordeste e eliminou o Sport na semifinal. 

Além disso, fez do camisa nove Rodrigão (já negociado com o Santos) o artilheiro do Brasil na temporada, com 17 gols. Por pouco, o título regional, inclusive, não ficou pela segunda vez em Campina Grande. 

Segredo é a montagem do elenco
O segredo do sucesso desse Campinense e daquele Icasa, para Diá, está na montagem do elenco, que ele garante ser a chave principal do seu trabalho. Para o treinador, sua função vai além da beira do gramado: ele atua como uma espécie de manager. 

"O segredo é a honestidade do trabalho. Se me der a autonomia de montar o elenco, não tem quem faça melhor do que eu no Brasil", garante. "Nós conhecemos um ciclo de jogadores e conseguimos montar bons elencos com salários bem abaixo da maioria", completa.

Segundo ele, nem o tempo em que está no clube (desde 2014) é tão importante quanto acertar nas contratações. O grande problema está quando existe uma interferência externa. 

"Quando não há ninguém querendo se intrometer, o trabalho dá certo. Foi assim que montamos o Icasa que subiu e depois ficou em quinto na Série B. Foi assim também que fizemos um bom trabalho em São Paulo (no Mogi Mirim)", explica.

No América, ele chegou a ter a oportunidade de montar um elenco ao lado da diretoria, em 2011, mas não teve a possibilidade de ver o trabalho crescer. Com maus resultados em amistosos às vésperas da Série C, ele acabou demitido do clube. Flávio Araújo assumiu o comando e levou o time à Série B naquela temporada. 

Três passagens pelo América
Além de 2011, Francisco Diá já teve outras duas passagens pelo clube. A primeira foi a mais vitoriosa e aconteceu em 2009, quando assumiu o Dragão com a Série B em andamento e ajudou a salvar a equipe do rebaixamento. Pouco antes, ele havia conseguido o acesso para a Série C com o Alecrim. 

Na temporada seguinte, seguiu para o Mogi Mirim, mas logo voltou ao Alvirrubro, ainda no Estadual de 2010. No entanto, a estadia por Natal durou pouco: o treinador perdeu a final do Primeiro Turno do Estadual para o Corinthians de Caicó e acabou demitido.

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