segunda-feira, 23 de maio de 2016

Encontro discute prioridade para adoção como fortalecimento da sociedade. Especialistas discutiram o tema 'Infância e juventude, prioridade constitucional: o direito à convivência familiar'

FAMÍLIA

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Reprodução
 
A programação da II Semana Estadual de Adoção foi movimentada com a realização, na manhã desta segunda-feira (23), do inédito 1º Encontro de Juízes, Promotores, Advogados e Defensores Públicos da Infância e Juventude do RN. O evento sediado no Centro de Operações da Justiça Eleitoral (Coje) reuniu profissionais da área jurídica para debater o tema “Infância e juventude, prioridade constitucional: o direito à convivência familiar”.

O presidente do TJRN, desembargador Claudio Santos, ressaltou a importância da adoção como uma questão sobretudo humanística, destacando a necessidade de uma atenção especial por parte dos magistrados principalmente no que diz respeito à flexibilização da lista de espera instituída.

O corregedor geral de Justiça, desembargador Saraiva Sobrinho, explica que “esse encontro é muito importante porque é preciso despertar o cidadão para o exercício do direito constitucional da criança de ter uma família, que é a base da sociedade”.

“A sociedade que despreza a sua infância jamais será uma grande sociedade. Adotar não é só um ato de amor, mas é acima de tudo o resgate da dignidade de alguém que nunca teve ou a perdeu. As pessoas precisam ser despertadas para existência do ser humano”, ressalta o desembargador Saraiva.

Foi ministrada logo após a abertura a palestra “Tempo de acolhimento: do sonho à angústia – porta-voz de quem aguarda em silêncio!”, pela desembargadora Maria Erotides Kneipe Baranjak, corregedora geral de Justiça do TJ do Mato Grosso, tendo como mediador o coordenador da Infância e Juventude do Judiciário potiguar, juiz José Dantas de Paiva e como debatedor o advogado Carlos Kelsen.

À tarde, a partir das 14h, acontece o debate sobre “O futuro de crianças e adolescentes definidos através do tempo: o direito a uma família”, a cargo de Antônio Carlos Nascimento Parente, assessor técnico da Autoridade Central Administrativa Federal da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A mediadora é a promotora Mariana Sá e o debatedor é o juiz da Vara Cível de Currais Novos, Marcus Vinícius Pereira Júnior.

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