A Polícia Militar tem feito a guarda dos presídios administrados
pelo Estado desde a semana passada, quando os agentes da Força nacional
deixaram o Rio Grande do Norte. A Força atuava no auxílio de perícias
para a resolução de homicídios e também na guarda externa dos presídios.
Os homens da FN retornaram para Brasília e, segundo o Secretário de
Justiça e Cidadania, Cristiano Feitosa, não foi informado oficialmente à
pasta o motivo do retorno. Segundo Feitosa, os agentes seguiram para
Pernambuco, onde auxiliariam a PM em uma greve que estava anunciada para
acontecer.
No entanto a paralisação foi abortada e, de lá, eles voltaram para a
capital federal. Feitosa disse que o comandante das tropas informou
somente que o retorno havia sido solicitado.
Em março deste ano foi anunciado que a Força nacional permaneceria
no Rio Grande do Norte por, pelo menos, mais seis meses. A renovação da
permanência foi, inclusive, publicada no Diário Oficial da União.
Em matéria publicada em 23 de março no Portal Brasil, site oficial
da Presidência da República, a secretária Nacional de Segurança Pública,
Regina Miki, chegou a confirmar que os policiais da FN permaneceriam no
RN.
De toda maneira, o desempenho desses agentes de segurança não vinha
sendo bem avaliado pela Sejuc. Mesmo com a atuação deles, as fugas dos
estabelecimentos prisionais do estado não acabaram. Quase 200 homens já
ganharam as ruas ilegalmente em 2016, saídos das carceragens potiguares.
Para Cristiano Feitosa, a redução do contingente dos agentes da
Força Nacional prejudicou nesse trabalho. “Ultimamente, com a redução do
contingente, o trabalho vinha sendo ineficaz”, corrobora o secretário.
Feitosa, inclusive, elogiou o trabalho que desde a semana passada
vem sendo realizado pela Polícia Militar. “A única ocorrência registrada
foi uma tentativa de fuga em Alcaçuz, que foi abortada”, disse.
Ligada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da
Justiça, a Força Nacional é um programa de cooperação federativa criado
em 2004 com a participação de profissionais de segurança pública dos 26
Estados e do Distrito Federal. Participam da Força policiais militares,
policiais civis, bombeiros militares e/ou profissionais de perícia.
As equipes da FN atuam em situações de crise e operações especiais
em apoio aos entes federativos. A Força Nacional desenvolve atualmente
41 operações, em vários estados e no Distrito Federal. Após concluírem
até dois anos de operações, eles retornam às suas instituições de
origem.
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