
Benjamin Netanyahu e Barack Obama
encontram-se em Nova York (Kevin Lamarque/Com Netanyahu, Obama critica
assentamentos israelenses)
Reunidos na cidade americana devido à Assembleia Geral das Nações Unidas, Obama se disse “preocupado” com as atividades israelenses na Cisjordânia. O mandatário afirmou que a relação entre palestinos e israelenses será melhor se “os palestinos rejeitarem provocações e reconhecerem a legitimidade de Israel”, mas também se a população deste país “reconhecer que não pode ocupar e se estabelecer permanentemente em território palestino”.
“Claramente existe um grande perigo não apenas de terrorismo, mas também de surtos de violência na região. Nós também temos preocupações com as atividades nos assentamentos”, disse o presidente. “Estamos em uma época muito difícil e perigosa para o Oriente Médio e nós queremos assegurar que Israel tenha total capacidade de deixar sua população segura”. O líder também disse que essa preocupação está profundamente relacionada ao fato dos Estados Unidos acreditarem que “a segurança de Israel é fundamental” para sua própria segurança e que o vínculo entre os dois países é “indestrutível”.
Sobre o assunto, Netanyahu assegurou que nunca desistirá “do objetivo da paz”. “O maior desafio, é claro, o fanatismo incessante. A [nossa] maior oportunidade é promover a paz. Este é um objetivo do qual eu e o povo de Israel jamais desistiremos”, afirmou o premier.
Na despedida do encontro entre os dois líderes, que provavelmente será o último já que o mandato de Obama termina em janeiro, Netanyahu ainda disse que a voz de Obama “continuará a ser influente por décadas”.
(Com ANSA)
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