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O Ministério Público do Rio Grande do Norte entrou com representação
junto ao Tribunal de Contas do Estado pedindo a invalidação do ato de
aposentadoria da ex-procuradora da Assembleia Legislativa Rita das
Mercês. Ela é apontada em ação penal como integrante de organização
criminosa, constituída para desvio de recursos públicos do Poder
Legislativo estadual.
Em maio deste ano, a Justiça do Rio Grande do Norte acatou denúncia contra 24 pessoas investigadas na operação Dama de Espadas,
entre elas Rita das Mercês. O Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo
Reis, então representou ao Tribunal de Contas do Estado, no processo
administrativo 014621/2016 – TCE –, postulando a negativa de registro de
aposentadoria de servidora dela.
A representação foi motivada pela apuração, no Inquérito Civil
008/16-PGJ, de que teriam sido ofendidos o artigo 69, do Regimento
Interno da Casa, e o artigo 154 do Regime Jurídico dos Servidores
Estaduais, que obrigam a Mesa Diretora a instaurar procedimento
disciplinar, sempre que tiver ciência de irregularidade no serviço
público.
De acordo com o Ministério Público, também foi descoberta afronta ao
artigo 182 do Regime Jurídico, que proíbe a concessão de aposentadoria
voluntária, caso exista procedimento disciplinar contra servidor em
andamento.
Em nota divulgada nesta tarde, o MP afirmou que: "os elementos de prova
obtidos na investigação revelaram que a Mesa Diretora, mesmo ciente dos
fatos imputados à servidora, omitiu-se em realizar a abertura das
investigações administrativas, para, depois, deferir a aposentadoria
voluntária requerida pela ex-procuradora-geral da Casa. Isso tudo
ocorreu logo após a soltura da servidora, que estava presa
cautelarmente, em razão de determinação judicial no bojo da Operação
Dama de Espadas”.
A medida foi tomada em razão de já existir no Tribunal de Contas do
Estado procedimento voltado ao registro da aposentadoria examinada.
( Por G1 RN)
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