terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Natália Bonavides apresenta 4 projetos que endurecem tratamento a sonegadores. Confisco e bloqueio de bens para empresas sonegadores, proibição de perdão de dívidas e liberdade para acusar empresas que assumem estar devendo para se livrar de processos

CÂMARA FEDERAL
 
 Natália Bonavides, deputada federal eleita com quase 113 mil votos

Em menos de um mês de atuação no Congresso Nacional, a deputada federal Natália Benevides (PT) apresentou quatro projetos na Câmara em Brasília com o objetivo de combater dívidas das grandes empresas quanto à Previdência. Os projetos visam endurecer a legislação para empresas que devem mais de R$ 10 milhões, ou até mesmo megaempresas – como a Vale e os bancos – que são superavitários, mas optam por não pagar à Previdência porque sempre esperam o perdão das dívidas.
Nos projetos da deputada constam o confisco dos bens para grandes empresas que forem condenadas por sonegação, bloqueio de bens nas empresas em que forem comprovadas atitudes de má-fé e acabar com o privilégio de não processar quando a grande empresa assume ter dívida, além de acabar com o perdão da dívida. A deputada federal ressaltou que os projetos são voltados para grandes empresas e também para instituições do sistema financeiro, com destaque para os bancos, que sempre apresentam lucros bilionários.

Em entrevista ao programa “Manhã Agora”, apresentado pelo jornalista Tiago Rebolo na rádio Agora FM (97,9), Natália Bonavides frisou que a finalidade dos projetos de lei é inibir a concessão de privilégios para estas grandes empresas, principalmente porque a reforma da Previdência que o governo de Jair Bolsonaro – na avaliação da deputada federal – tem o objetivo de retirar direitos dos trabalhadores e as pequenas empresas se esforçam para ficar em dia com as obrigações previdenciárias.

A deputada federal também chamou a atenção para o modelo de reforma da Previdência que o governo brasileiro quer implantar. Segundo Natália Bonavides, essa reforma será semelhante ao que foi feito no Chile, em que praticamente toda a população aposentada passou a receber um salário mínimo, o que gerou uma grande depressão nas pessoas e uma elevação no índice de suicídio. “Tudo isso é para beneficiar o capital financeiro”, acrescentou.

Sobre a reforma trabalhista, Natália Bonavides que os ministros de Bolsonaro estão disseminando uma série de falácias e, no momento, a principal delas “é essa estória de direitos ou empregos”. Para Bonavides, isso é um absurdo e o aprofundamento da reforma – neste sentido – vai gerar mais exploração e desigualdade social. “Essa reforma trouxe demissões em massa e agora estão recontratando com salários bem menores”, disse.

Quanto à disputa eleitoral no final do próximo ano, Natália Bonavides deixou claro que não vai ser candidata a prefeita, mas apoia o fato de o PT ter um candidato próprio. Ela disse ainda que na Câmara dos Deputados o momento agora é formação das comissões e garantiu que não faltará empenho em defender o que for melhor para o Rio Grande do Norte. “Meu trabalho será o de contribuir para que o Estado eleve suas receitas”, destacou. 


(AgoraRN)

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