domingo, 19 de abril de 2020

Durante quarentena, 37 mil seguem trabalhando em Natal e região metropolitana

PANDEMIA
 Nas farmácias, um dos serviços essenciais que não parou nesse momento de isolamento social, o movimento tem crescido
 Nas farmácias, um dos serviços essenciais que não parou nesse momento de isolamento social, o movimento tem crescido

Acordar, tomar café e levantar para trabalhar. Usar a máscara, álcool em gel e começar a labuta diária. Varrer as ruas, dirigir ônibus ou carros, apagar incêndios, somar os produtos comprados pelo cliente, vender o álcool em gel, a máscara e outros remédios, atender pacientes, cozinhar a quentinha, fazer entregas, abastecer carros, construir prédios. São várias as profissões que não podem ter a rotina alterada em meio ao isolamento social por coronavírus. Só em Natal e Região Metropolitana, segundo levantamento feito pelo jornal TRIBUNA DO NORTE, pelo menos 37 mil potiguares não tiveram suas rotinas alteradas em meio a uma das maiores pandemias dos últimos tempos.
Entre profissões essenciais, podem ser listados os bombeiros, policiais, garis, atendentes de supermercados, frentistas, motoristas, vendedores, técnicos de telefonia e internet, profissionais de cozinha, entregadores, jornalistas, radialistas, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes de serviços gerais, entre outros. Mesmo com a quarentena, essas profissões não permitem uma mudança brusca de rotina.

São cerca de 9 mil policiais (entre militares e civis) e 654 bombeiros no Estado. Na segurança de Natal e RMN, são pouco mais de 1.100 agentes diariamente, em média. Além disso, só na capital, há ainda 600 profissionais da limpeza das ruas da cidade, segundo a Urbana, e outros 726 motoristas e cobradores atuando nos ônibus da cidade, segundo o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn).     

Só na Associação dos Supermercadistas do Rio Grande do Norte (Assurn), há pelo menos 120 mil colaboradores, entre caixas, atendentes, gerentes, profissionais de açougue e padaria, registradores, almoxarifado, entre outros. Na capital e Região Metropolitana, esse número é de aproximadamente 33 mil pessoas. Entre os profissionais dos postos de gasolina do Estado, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos) são pelo menos 10 mil trabalhadores em todo o Estado.

Na semana passada, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE detalhou o quantitativo de profissionais, somente da área da saúde, mobilizados na linha de frente no combate ao coronavírus nos hospitais e unidades médicas do Estado. São pelo menos sete mil colaboradores, pouco mais de mil deles só em Natal, atuando na contenção da covid-19.

Se por um lado as aulas estão suspensas, boa parte do comércio está fechado e muitos profissionais adotaram o sistema de home office, várias profissões não permitem a mudança na rotina. De acordo com a infectologista e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Marise Freitas, a necessidade de ir ao trabalho deve estar aliada aos cuidados básicos para evitar a contaminação por coronavírus.

“O mais importante é a pessoa ficar atenta por onde ela circula. Existem várias profissões que precisam ficar em atividade e essa pessoa vai precisar sair para trabalhar. A primeira recomendação é sair de casa com uma máscara e deve ficar, onde quer que você esteja, com a máscara o dia inteiro. Mas se não tem máscara, o que tem surgido como alternativa são as máscaras artesanais. Elas tem uma eficácia menor, mas são melhores que nada”, alerta.
 
 Na área da saúde, são pelo menos sete mil colaboradores no Estado, pouco mais de mil, em Natal, atuando na contenção da covid-19
 Na área da saúde, são pelo menos sete mil colaboradores no Estado, pouco mais de mil, em Natal, atuando na contenção da covid-19
 
 Mesmo com a quarentena e a necessidade de ir ao trabalho, alguns potiguares ouvidos pela reportagem tem adotado cuidados específicos para suas rotinas e seus locais de trabalho. O uso de álcool em gel e máscaras tem sido utilizados e o medo de se contaminar com o vírus fazem parte do discurso dos trabalhadores. Confira os depoimentos na página 2.

Algumas das profissões ouvidas pele reportagem da TRIBUNA DO NORTE, por exemplo, tem contato próximo com clientes e outras pessoas. São os casos dos atendentes de supermercados, frentistas, motoristas, vendedores, entre outros. Mesmo com essas situações específicas, de acordo com a infectologista, há pequenas orientações que ajudam e diminuem as possibilidades de contágio.

“Um motorista, por exemplo: chega uma hora que ele desce para fazer alguma coisa. É importante ele lavar as mãos antes e depois de fazer algo. Lavar sempre as mãos para não carregar uma mão contaminada para a direção”, exemplifica.

NÚMEROS
Serviços essenciais: a rotina de quem não pode parar de trabalhar

Natal
723 motoristas de ônibus
600 garis
1.500 motoristas de aplicativo
Grande Natal
600 policiais militares
552 policiais civis
33 mil lojistas supermercados Natal e Grande Natal

RN
654 bombeiros
10 mil profissionais entre frentistas, trocadores de óleo, chefes de pista
120 mil colaboradores nos supermercados do Estado
 
 
(Via:TN)

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