CURSOS
Nesta fase serão formadas 16 turmas com até 25 alunas, que devem ser maiores de 18 anos e saber ler e escrever. Na primeira etapa, concluída em dezembro passado, 196 mulheres foram habilitadas a trabalhar no mercado da construção civil. O projeto prevê ao todo a formação de 720 mulheres até junho deste ano.
O curso dura cerca de dois meses, com quatro horas de aula diárias, pela manhã ou à tarde. Para atender melhor à demanda, funciona em locais próximos de onde as mulheres moram, por isso, a Semul tem o apoio de associações e conselhos comunitários, onde as aulas acontecem. Além disso, o projeto tem o apoio de grupos organizados de mulheres e o suporte da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), responsável pelo processo ensino-aprendizagem.
São ao todo três fases: a primeira é ministrada por educadores que tratam sobre gênero, participação, organização, violência contra a mulher e inserção no mercado de trabalho; na segunda fase os instrutores da FCDL abordam a teoria das áreas em que as mulheres vão atuar; e na terceira, elas têm aulas práticas. A ideia é prepará-las para o mercado de trabalho, de forma que possam gerar renda, seja como autônomas ou empregadas no mercado da construção civil.
A Lei Municipal 330/2011, que já foi sancionada, de autoria do vereador Ney Lopes Júnior, prevê uma quota de 10% de mão de obra feminina nas obras públicas municipais. A intenção da Semul é aproveitar essa mão de obra dessa forma, além de contar com o apoio do Conselho Regional de Engenehria e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA/RN) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) para a inserção das mulheres no mercado.
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