sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Novo líder do Governo Robinson Faria na Assembleia segue indefinido. Fernando Mineiro e Dison são, agora, cotados para assumir a liderança da base aliada de Robinson na Assembleia

INDEFINIÇÃO

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Alex Viana
Repórter de Política
O governador Robinson Faria (PSD) ainda não escolheu o substituto do deputado estadual José Dias (PSD) no desempenho da liderança do governo na Assembleia Legislativa. Com o rompimento unilateral do deputado, Robinson ficou sem seu futuro líder, conforme já havia acertado com o parlamentar. Nos bastidores, divulga-se que uma das razões que levaram o deputado José Dias a romper com Robinson era que o pessedista não estava se sentindo confortável com a responsabilidade de ser líder do novo governo. Em verdade, Dias sempre teve vocação para a oposição, tendo rompido com vários governos: Geraldo Melo (PMDB), Garibaldi Filho (PMDB), Rosalba Ciarlini (DEM) e, agora, com o de Robinson Faria. “É a síndrome do rompimento. Enquanto todos correm para o governo, Zé Dias é o contrário, corre para a oposição”, constata um experiente analista político.
Fato é que a saída do parlamentar da já diminuta base governista abriu a bolsa de apostas para ver quem o substituirá na liderança do governo na Casa Legislativa. Entre os mais citados, figuram deputados como o experiente Fernando Mineiro (PT) e o novato Galeno Torquato (PSD). A favor de Mineiro, além da experiência, está a credibilidade e a reconhecida capacidade de argumentação. Pesando contra, figura o fato de entregar ao PT – e não a alguém do seu partido, o PSD – um encargo que exige confiança, compromisso e, não raro, obediência.
Se a opção vier a ser por Galeno Torquato, os prós são raros. Novato e inexperiente, ilustre desconhecedor dos escaninhos da Casa, Galeno, até tomar jeito para a coisa, poderá ser mais problema que solução. Além disso, o parlamentar calouro foi eleito para ocupar a primeira secretaria da AL, atribuição que lhe renderá responsabilidades administrativas e financeiras no tocante ao Poder.
As demais opções do governador são: Gustavo Carvalho (PROS), Disson Lisboa (PSD), José Adécio (DEM) e Carlos Augusto Maia (PT do B). No terceiro mandato, Carvalho é o vice-presidente da Casa e poderá ser convocado eventualmente para assumir o poder, exercendo uma função incompatível com a de líder de governo. José Adécio, embora tenha apoiado Robinson no segundo turno da eleição, é do DEM, partido comandado no estado pelo arquirrival de Robinson, o senador José Agripino Maia (DEM).
INDEFINIÇÃO
Enquanto isso, segue indefinido o nome do líder. “José Dias seria o líder. O governador vai sentar com a bancada para conversar e escolher o nome. Não foi definido ainda porque todo mundo estava torcendo que isso – afastamento de Dias – pudesse ser consertado. Mas eu acho que não será. Ontem Dias deixou muito claro e pelo menos por enquanto não acredito em reconciliação”, afirma Dison Lisboa.
Instado pela reportagem de o Jornal de Hoje, Dison colocou-se à disposição para assumir a função, se convocado pelo governador.  “Meu nome está à disposição. Se convidado, aceitarei, com muita honra. É um governo que acredito, que aposto. Para mim, seria uma honra liderar o governo aqui. Mas não houve nenhuma conversa nesse sentido ainda”.
Dison: “Governo Robinson está no começo, mas começando bem”
Ao avaliar o primeiro mês de governo Robinson Faria, o deputado Dison Lisboa afirmou que a gestão começou bem, mas ainda está muito recente para uma análise mais profunda das mudanças. Segundo ele, porém, ações na área de segurança pública e medidas no sentido de reequilibrar as finanças foram acertadas.
“A avaliação é positiva. O governo, apesar de estar muito recente, já colocou a polícia na rua. Somente em janeiro o esforço de economia atingiu quase um milhão apenas nos gastos com diárias, o que mostra a iniciativa do governo de reduzir despesas. Além disso, Robinson pôs como meta o corte de 30% dos empenhos, ressalvando a saúde, a segurança e a educação, que são os mais importantes setores. O governo está começando e começando bem”, frisou.
Sobre a eleição de presidente da Assembleia, com a escolha, à unanimidade, do deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB), Dison acredita que os deputados seguiram o sentimento das ruas, que é de renovação. “Colocou-se um nome novo, a mesa também é toda nova. Acho que a Casa acompanhou o sentimento que vem das ruas mesmo, de renovar”.
Segundo ele, apesar de ser novo à cabeceira da Mesa Diretora, “Ezequiel é um deputado que tem experiência e está no quarto mandato”. Sobre o rompimento de José Dias, Dison lamentou, “pela questão da amizade”. Ele lembrou que o deputado é amigo e compadre do governador.
“O que ouvi do governador é que o sentimento dele por José Dias é de gratidão e respeito. Lamenta-se porque é um quadro valoroso do nosso partido, do partido do governador. E a gente lamenta por essa questão”, finalizou.

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