BALANÇO
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte
(Sesed) divulgou o balanço do mês de janeiro da segurança pública no
estado. De acordo com os dados do órgãos, houve redução no número de
crimes violentos letais intencionais (CVLI), em relação ao mês de
dezembro de 2014. Contudo, o número de homicídios de janeiro de 2015 foi
igual ao do mesmo período em 2014.
De acordo com a secretária Kalina Leite, os dados são importantes para direcionar o modo de trabalho da pasta. "Esses números nos dão direcionamento de como trabalhar de forma mais ostensiva, técnica e eficaz, no sentido de diminuir os índices de criminalidade no RN", disse ela.
De acordo com a secretária Kalina Leite, os dados são importantes para direcionar o modo de trabalho da pasta. "Esses números nos dão direcionamento de como trabalhar de forma mais ostensiva, técnica e eficaz, no sentido de diminuir os índices de criminalidade no RN", disse ela.
Arquivo TN
De acordo com a Sesed, ocorreram 137 homicídios em janeiro deste ano, número igual ao de janeiro de 2014
Os números apontam que houve uma redução do número de crimes como roubo e furto (21,31% e 9,95%, respectivamente), devido a ações conjuntas realizadas entre as polícias Militar e Civil.
"Tivemos um bom número de apreensões de armas, totalizando 65, além de apreensões de drogas e prisões de de pessoas que cometeram delitos", disse o coronel Durval de Araújo Lima, subcomandante da PM no estado. Ele falou ainda sobre a Operação Duas Rodas, que tem fiscalizado motocicletas e condutores em Natal e em outras cidades do estado. "É uma ação importante porque muitos dos crimes mais comuns são cometidos por criminosos que usam esse tipo de veículo. Então quando tiramos uma moto dessas das ruas, conseguimos por consequência reduzir o percentual de crimes", lembrou ele.
"Isso impacta também diretamente na saúde pública. Houve uma redução no número de atendimentos no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel relacionados quedas de moto", comentou a secretária Kalina Leite.
Já sobre o número de crimes violentos letais intencionais (CVLI), foi registrada uma diminuição em relação aos números de dezembro de 2014. Sobre a fórmula como é feito o comparativo, a secretária explicou que houve uma mudança no método para o cálculo. "Antes, tínhamos dados imprecisos em relação a 2014.Não sabíamos se eram subfaturados ou superfaturados. Nesse método usado agora, usamos o comparativo referente ao mês anterior, neste caso, dezembro de 2014. Assim, constatamos uma redução dos CVLIs de 3,9% em Natal e 35,29% em Mossoró", disse ela.
A secretária falou ainda que sobre a reestruturação da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (COINE), que tem uma equipe formada por analistas criminais, administrador de banco de dados e analistas de gestão. Para ela, o estudo sobre os números será importante para que a cúpula da segurança proceda as melhorias necessárias no patrulhamento e investigação.
"Não se faz segurança pública com número mascarado. A população e os gestores públicos precisam ter conhecimento de dados reais. Essa conscientização possibilita formular uma política pública que venha ao encontro do que a sociedade potiguar espera. Há uma preocupação muito grande de ter números fiéis. Queremos construir esse dado junto com a sociedade civil organizada, para que possamos ter dados reais e falar sobre o que realmente acontece. Queremos formular uma política para conciliar todos os dados da segurança pública", afirmou.
A secretária de segurança do RN enalteceu o trabalho dos policiais nos primeiros dias do ano. De acordo com ela, a redução nos índices gerais de criminalidade se deve ao trabalho conjunto dos órgãos ligados à segurança pública no RN. "Em primeiro plano, é preciso enaltecer o trabalho dos policiais. Essa redução não seria possível sem esse trabalho conjunto entre as Polícias Militar e Civil, Itep e Corpo de Bombeiros. Os servidores estavam com vontade de trabalhar mas não estava sendo dado o reconhecimento devido", disse Kalina.
Sobre a média do número de homicídios, ela lembrou que a redução deve acontecer a partir do desenvolvimento das investigações. "Homicídio requer investigação. Há anos os homicídios vem crescendo e esse ano houve uma manutenção. É preciso que a população fortaleça esse elo com a polícia e denuncie, porque esse tipo de crime passa necessariamente pela investigação, e não se faz investigação sem informação".
O encontro marcou também a assinatura do termo de instalação da Câmara Técnica de Mapeamento de Crimes Violentos, que será formada o por representantes da administração pública, sociedade civil e órgãos de defesa dos direitos humanos. "Temos que passar para a sociedade os dados reais, sejam eles bons ou ruins", lembrou ela. Para Marcos Dionísio, presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, a iniciativa é importante porque vai possibilitar um número preciso em relação a violência no estado. "Até o ano passado, os nossos dados nunca batiam com dados da secretaria, uma vez que não havia um consenso sobre como deveria ser esse mapeamento. Agora teremos um dado preciso, que vai possibilitar entendermos onde o crime acontece. Hoje já vemos polícia na rua, coisa não estava acontecendo", disse.
Policiais em órgãos públicos
A titular da Sesed falou ainda sobre a quantidade policiais militares cedidos a repartições públicas. De acordo com a secretária, a devolução ainda não é a ideal. "A devolução dos policiais ainda nao está nos moldes que eu desejo. Já encaminhem ofícios para várias repartições e vamos buscar que os policiais voltem para suas funções. Salvo um caso ou outro, o objetivo é que eles voltem a cumprir suas funções dentro da corporação. Os que estiveram aptos a voltar para rua, vamos colocar. Quem não estiver será capacitado para que possa participar desse tipo de policiamento.
Assaltos a bancos
Perguntada sobre as investigações dos assaltos à agências bancárias no interior do RN (foram sete em 15 dias), Kalina afirmou que tem que haver uma parceria entre as entidades bancárias e as autoridades de segurança pública. "Temos que reforçar esse elo da segurança orgânica da própria instituição bancária com a segurança pública para que esse tipo de ocorrência possa diminuir".
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