TERRORISMO
Cairo (AE) - Um vídeo divulgado na internet mostra o que parece
ser o assassinato do piloto jordaniano capturado pelo grupo Estado
Islâmico. Nas imagens, o tenente Muath al-Kaseasbeh é queimado vivo no
interior de uma jaula em 3 de janeiro. A Associated Press não pode
confirmar a autenticidade das imagens, que foram divulgadas em sites
militantes e trazem o logo do serviço de mídia do grupo extremista, o
al-Furqan.
Reproduçao/Welayat Raqa
Tenente Muath al-Kaseasbeh, 26 anos, foi capturado quando o F-16 que pilotava caiu na Síria
No entanto, as forças armadas da Jordânia confirmaram a morte do “piloto herói”, e juraram vingança. “Enquanto o exército lamenta o mártir, ele também enfatiza que seu sangue não será derramado em vão. Nossa punição e vingança será tão grande quanto a perda dos jordanianos” afirmou o porta-voz das forças armadas, Mamdouh Al-Ameri.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem que, se o vídeo for verdadeiro, ele será “apenas mais um indício da crueldade e barbaridade dessa organização.” Obama também disse que o incidente irá redobrar a vigilância e determinação da coalizão para ter certeza de que eles serão destruídos.
O piloto jordaniano, de 26 anos, tornou-se prisioneiro dos militantes em dezembro, quando o caça F-16 que pilotava caiu perto de Raqqa, na Síria, a capital do califado instalado pelo grupo. Ele foi o primeiro piloto da coalizão liderada pelos Estados Unidos a ser capturado.
O grupo havia proposto trocar o piloto pela iraquiana Sajida al-Rishawi, condenada à morte na Jordânia por ter participado de um ataque que matou 60 pessoas em um hotel do país em 2005. O prazo final para a troca era quinta-feira, 29 de janeiro, até o pôr-do-sol pelo horário do Iraque.
Para fazer a troca, a Jordânia exigiu uma prova de que o piloto estava vivo. O grupo não se manifestou e após o fim do prazo estabelecido, o grupo não falou sobre o destino do piloto, mas anunciou a morte do repórter japonês Kenji Goto.
Canadá
A polícia canadense acusou três homens de ligação com o grupo extremista Estado Islâmico e de tentarem recrutar militantes no estado de Ottawa, informaram oficiais. Os acusados têm ligação com John Maguire, um canadense que recentemente apareceu num vídeo do Estados Islâmico, e que agora pode estar morto. O oficial, entretanto, disse que Maguire também sofrerá processo, uma vez que a polícia não pode confirmar sua morte.
“Estamos trabalhando sobre ele há algum tempo”, afirmou o oficial. Além dele, Suliman Mohammed, de 21 anos, também será acusado de participar do grupo terrorista. Uma terceira pessoa também estaria envolvida na célula. Segundo o policial, o foco do grupo parecia ser recrutar pessoas para lutarem no exterior, e não em organizar ataques dentro do país.
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