Fugas, rebeliões e morte. A escancarada crise no sistema
penitenciário tem um exército organizado e com alto poder de fogo à
frente de todas essas ações. As facções criminosas comandam os
estabelecimentos prisionais e, de lá, também praticam desmandos do lado
de fora dos muros das unidades.
Os detentos mais
perigosos do Rio Grande do Norte assistem à dificuldade do Estado em
resolver a situação dos presídios de uma posição muito mais confortável
que os integrantes da sociedade civil.
O Primeiro
Comando da Capital (PCC) e o Sindicato do Crime do RN dividem o controle
das penitenciárias e têm integrantes espalhados por todo o Rio Grande
do Norte. Informações obtidas pelos agentes penitenciários através de
relatos de presos e apreensões de telefones e cartas dentro das unidades
detalham a atuação e a estruturação dessas facções.
De acordo com Vilma Batista, presidente do
Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte
(Sindasp/RN), todos esses dados são enviados para o setor de
Inteligência das secretarias competentes pela segurança pública e pelo
sistema prisional, para que sejam iniciadas investigações com o intuito
de coibir essas articulações.
Desde a série de
assassinatos ocorrida dentro das penitenciárias no ano passado, conta
Vilma Batista, o Governo do Estado reordenou as acomodações dos presos
dentro de cada unidade, os agrupando por facção: PCC ou Sindicato RN.
Isso
porque, segundo os próprios apenados, os homicídios vinham sendo
praticados em virtude das brigas entre as duas organizações. Desta
maneira, os detentos passaram a dividir cela somente com seus pares de
facção. Apesar de a medida ter sido tomada com a intenção de coibir os
ataques entre os rivais, acabou auxiliando na articulação dos
criminosos. Perto um do outro, eles conseguem planejar de maneira mais
rápida as suas ações.
Agora, quando chega um novo
apenado, os agentes penitenciários o questionam se ele pertence a alguma
das vertentes criminosas. Em caso afirmativo, o preso diz qual delas e é
encaminhado ao setor da penitenciária correspondente. Segundo informou
Vilma Batista, de acordo com os materiais que são apreendidos nos
presídios, comumente, aqueles que não têm ainda filiação a nenhuma das
facções são aliciados pelos integrantes, e acabam cedendo, para não
sofrerem represália.
* Leia a
reportagem completa na edição impressa do NOVO deste domingo (24) ou
baixe o aplicativo NovoDigital e saiba como age o Primeiro Comando da
Capital (PCC) e o Sindicato do Crime, que foi fundado em 2013. A matéria
mostra que essas facções se sustentam por meio de mensalidades dos seus
membros, inclusive com dpósito em banco e que, quando recebem
liberdade, ainda destinam parte do dinheiro obtido nas atividades
criminosas. Até sorteio de prêmios entre eles ocorre, variando de drogas
até carros. Na reportagem completa você confere que estas facções têm
estrutura de grandes empresas e que começam a fazer alianças em estados
vizinhos. Além disso, entenda porque há quase um ano os guardas do
presídio estadual de Alcaçuz não têm acesso ao interior dos pavilhões e
de que forma as facções entendem que têm mais força e poder do que o
Estado.
por:Foto: Rafael Barbosa/NOVO
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