A política de manter os bancos públicos
com taxas de juros mais baixas, adotada pelos governos de Lula e
Dilma, foi deixada para trás com Michel Temer. Em algumas linhas de
crédito, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal passaram a cobrar
mais caro para fazer frente à crise e aumentar a rentabilidade, diz
reportagem do Estado de S.Paulo.
“Bancos públicos foram na contramão da concorrência e ajustaram
gradualmente o juro cobrado dos clientes nos últimos meses. O movimento
foi suficiente para mudar radicalmente o ranking do crédito do Banco
Central. Se no passado recente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal
operavam os juros mais baixos, agora as duas instituições já cobram
algumas das maiores taxas. Entre os cinco grandes, o BB tem o maior juro
no financiamento de veículos e a Caixa opera o segundo maior no crédito
rotativo do cartão de crédito.
Após o estouro da crise em 2008, bancos
estatais foram protagonistas quando os ex-presidentes Luiz Inácio Lula
da Silva e Dilma Rousseff incentivaram o consumo via queda de juros. O
plano, porém, mudou. No ano passado – ainda no governo Dilma – os dois
bancos federais começaram a elevar lentamente os juros em reação à
subida da taxa Selic e diante de necessidade de melhorar a estrutura de
capital, como revelou o Estado no início do ano.
Com a chegada de Michel Temer ao Palácio
do Planalto, o movimento ganhou velocidade. Em maio, o peemedebista
indicou Paulo Caffarelli para a presidência do BB e Gilberto Occhi para a
Caixa. Sob o novo comando, os dois bancos adotaram o discurso de
recompor receitas para recuperar a rentabilidade perdida nos anos de
ação mais agressiva. Pouco mais de quatro meses com a nova chefia e as
instituições já exibem juros bem próximos dos concorrentes. Às vezes,
até maiores.”
(JornaldoPaís)
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