domingo, 30 de junho de 2019

Grupo empresarial espera iniciar extração de ouro em Currais Novos até 2020. Investimentos do grupo Cascar Brasil Mineração giram em R$ 200 milhões apenas na fase inicial, e a perspectiva de geração de 200 a 300 empregos diretos na 1ª fase do empreendimento

NEGOCIAÇÃO
 
 Diretor da Cascar Brasil Mineração, o australiano Andrew Roberts, e o a governadora Fátima Bezerra

O Governo do Estado recebeu os diretores da Cascar Brasil Mineração para discutir o plano de investimento da empresa para extração de ouro em Currais Novos, denominado Projeto Borborema. O grupo de origem australiana estima iniciar as operações até o final de 2020, após ter recebido dia 22 de abril deste ano a licença de instalação emitida pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

A governadora Fátima Bezerra dialogou diretamente com o diretor presidente da Cascar, o australiano Andrew Roberts, sobre os investimentos da empresa, que giram em torno de R$ 200 milhões apenas na fase inicial, e a perspectiva de geração de 200 a 300 empregos diretos na 1ª fase do empreendimento, além de outros 1500 empregos indiretos.

“A agilidade do Idema em conceder a licença de instalação proporcionará a gerar de empregos dignos para a população do Rio Grande do Norte, ainda mais importante por ser no interior do estado e à luz da tradição de mineração do Seridó. Nossa política de governo é desconcentrar a geração de empregos e o projeto Borborema conecta-se diretamente. O Governo do Estado está aqui para ser parceiro dos empreendedores, com diálogo e transparência, dando segurança jurídica e patrimonial”, destacou a governadora.

De acordo com o diretor presidente da Cascar Brasil, o projeto que vai recolocar Currais Novos no mapa mineral do país é o foco da empresa, que abriu mão de empreendimentos em outras regiões para concentrar esforços no RN. “Vamos trazer a expertise e o investimento da Austrália, mas os empregos serão todos voltados para o Brasil. Este é um trabalho de longo prazo e temos fé que ele tem tudo para ser lucrativo”, concluiu Andrew Roberts, que esteve acompanhado do diretor operacional Júlio Nery e a geóloga Jucieny Barros, responsável pelo projeto.

Além da licença de instalação, o Governo também já fechou acordo, por meio da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), para cooperar com o empreendimento. O processo de extração do ouro reaproveitará o esgoto tratado de Currais Novos, com a instalação de uma adutora de 30 km ligando a estação de tratamento da cidade até a mina. O empreendimento também contará com uma política de sustentabilidade, sem a utilização de metais pesados na exploração e beneficiamento do ouro e com a produção de rejeito seco.

O próximo passo da relação entre Governo e Cascar será a assinatura de um protocolo de intenções, que está em fase de finalização. Durante a reunião, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Jaime Calado, relatou também o trabalho da gestão estadual para reformular o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (Proadi). “Dentro dos próximos 30 dias vamos apresentar a reformulação do Proadi, com novas alíquotas, incluindo um diferencial de benefício para as empresas que gerarem empregos no interior do estado, dentro da política de desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário.

A reunião ainda contou com a presença da senadora Zenaide Maia, do vice-governador Antenor Roberto, do deputado estadual Francisco do PT, dos secretários-adjuntos do Sílvio Torquato (Desenvolvimento Econômico) e Manoel Assis (Tributação), do diretor presidente da Caern Roberto Sérgio Linhares e do prefeito de Currais Novos Odon Júnior.


(Por:AgoraRN)

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