quinta-feira, 27 de junho de 2019

Vigilante é preso em Natal suspeito de matar mulher que não morreu e ainda vive com ele. Homem foi detido nesta quarta-feira (26) sob força de um mandado de prisão preventiva cumprido por policiais civis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

MISTÉRIO
 O preso foi levado para a Central de Flagrantes da Delegacia de Plantão da Zona Sul da cidade, onde permanece detido, esperando que a Justiça esclareça o ocorrido — Foto: Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi
 O preso foi levado para a Central de Flagrantes da Delegacia de Plantão da Zona Sul da cidade, onde permanece detido, esperando que a Justiça esclareça o ocorrido — Foto: Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi

Um vigilante foi preso nesta quarta-feira (26), em Natal, suspeito de ter assassinado a própria mulher. Detalhe: além de a mulher estar viva, ela ainda mora com ele. O mandado de prisão preventiva foi cumprido por policiais civis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O suspeito de feminicídio foi levado para a Central de Flagrantes da Delegacia de Plantão da Zona Sul da cidade, onde permanece detido, esperando que a Justiça esclareça o ocorrido.

O G1 consultou o site do Tribunal de Justiça do RN, e encontrou o processo. De fato, o vigilante responde a um crime de feminicídio, no qual o nome da mulher dele realmente aparece como vítima. No processo, inclusive, consta o mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Natal. Contudo, na consulta online, não há informações de como nem quando o crime teria acontecido. Há apenas a referência ao artigo 121 do código penal, que é o crime de matar alguém, com referência ao crime de feminicídio, pela condição de a vítima ser mulher.

A assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do RN disse que vai se informar sobre o caso, e que depois irá se pronunciar.

Voz de prisão

 

À Inter TV Cabugi, o vigilante disse que foi preso por volta das 18h desta quarta (26), quando estava saindo do trabalho. "Cinco agentes e um delegado me deram voz de prisão. Eu, sem saber de nada, só obedeci. Fui levado para fazer exame de corpo de delito no Itep, depois fui levado para a DHPP e em seguida trazido aqui, para a delegacia. Consta que eu estava foragido desde o dia 5 de junho", relatou.

 

Ainda de acordo com o vigilante, ele e a mulher convivem há 7 anos e têm uma filha de 1 ano e 7 meses. "Estou aqui, preso, ainda sem saber o que fazer. Minha esposa esteve aqui na delegacia e também não sabe o que fazer", acrescentou.

 

 O único problema que o vigilante diz ter tido com a esposa foi uma briga há dois anos, quando ele chegou a responder pelo crime de Maria da Penha. "Foi briga de casal. Cheguei a cumprir uma medida protetiva, e que já foi resolvida e o caso arquivado", afirma.

 

'Vivemos bem, graças a Deus'

 

 A Inter TV Cabugi também falou com a esposa, que é apontada como a vítima do feminicídio. Ela disse que até agora não entende o que aconteceu. "Sobre a briga que tivemos há 2 anos, é um caso que já havíamos dado como encerado. Foi uma briga de casal que já havíamos resolvido. Mas, pelo crime de feminicídio, isso não é justo. A prova é que estou aqui, viva", disse a mulher.

 

"Estamos juntos há 7 anos e vivemos bem, graças a Deus, e nossa relação é ótima. Acredito que tenha sido um mal entendido na Justiça", concluiu.

 

(Por Anderson Barbosa e Klênyo Galvão, G1 RN e Inter TV Cabugi) 

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