CRUELDADE
Conforme o delegado responsável pelo caso, Márcio Savino Lopes, o universitário Miguel Pegoraro Junior relatou que o amigo, Vinícius das Neves Antero estava devendo R$ 300 para ele. A quantia é referente à construção de uma casa. Como Antero alegou não ter dinheiro para pagar, Junior sugeriu que eles cometessem um assalto e executassem a vítima logo em seguida para não serem identificados. Natanael José Landim, de 35 anos, foi escolhido pelos criminosos de forma aleatória, a partir de uma lista telefônica.
— Eles precisavam desse dinheiro. Desde o início, a intenção era matar a vítima de qualquer jeito, mas eles foram surpreendidos pela presença da menina.
O motorista levou a filha Gabriela para o trabalho. Ainda de acordo com o delegado, os suspeitos contaram que o taxista ainda tentou reagir e sair do porta-malas onde foi colocado, mas acabou executado com dois tiros. A criança gritou ao ver a cena e foi morta com um tiro na testa. Para a Polícia Civil, Junior foi o responsável pelos disparos.
— Nenhum deles assume a autoria, mas tudo indica que foi ele [o universitário], porque a arma foi achada escondida no veículo dele, dentro do filtro.
Depois de quebrar o sigilo telefônico da vítima e ouvir cerca de 30 testemunhas, o policial conseguiu provas suficientes para pedir a prisão temporária dos dois. Os jovens foram detidos em casa, na cidade de Bom Jardim de Minas, no último domingo (1º), por volta de 6h e confessaram tudo em depoimento. O delegado classificou o estudante de odontologia como “uma pessoa fria”, que não demonstrava arrependimento. Eles já são investigados por outros crimes e foram encaminhados para o presídio de Andrelândia.
O delegado responsável pelo caso indiciou a dupla por latrocínio consumado, ocultação de cadáver e dano qualificado. A pena é de 30 a 50 anos de cadeia.
Fonte: R7
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