
DF — Quando o traficante brasileiro Rodrigo Gularte,
de 42 anos, foi preso na Indonésia em julho de 2004 houve uma grande
comoção do Governo e da imprensa tradicional, desde o momento em que foi
detido até a execução, que ocorreu em 29 de abril de 2015.
Detido por tentar ingressar no país com 6
quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe, foi condenado à
morte por tráfico de drogas e executado por um pelotão de fuzilamento.
No mesmo ano, antes dele, Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, também brasileiro e também condenado por tráfico, foi fuzilado. E, claro, também houve solidariedade para esse.
O Governo brasileiro, comandado pelos petistas, divulgou notas de “profunda consternação”. O Itamaraty, a mandos de Dilma Rousseff, enviou cartas ao presidente da Indonésia pedindo a suspensão da pena.
Agora, Jonatan Diniz,
um brasileiro inocente foi preso injustamente na Venezuela em 27 de
dezembro de 2017, e não há sequer uma cobertura decente da grande mídia.
A cobertura é feita por veículos alternativos. Os jornais e sites
tradicionais noticiaram os fatos quase que dando veracidade ao que foi
divulgado pelos chavistas.
Já o Governo, até o momento, não
conseguiu descobrir o paradeiro de Jonatan para informar a família, que
segue sem mais informações sobre a situação em que o rapaz de 31 anos se
encontra.
Jonatan, catarinense, estava na
Venezuela promovendo uma ação social com crianças famintas durante o
Natal. Foi preso enquanto distribuía alimentos para os famintos. Junto
com ele, três venezuelanos foram detidos.
Muitas mentiras foram divulgadas pelo
Governo chavista, que o acusou de ser ligado a uma ONG chamada “Time Of
Change” e de ser um “residente dos Estados Unidos”. Ambas afirmações são
falsas, como foi apurado nos dias seguintes.
Nas redes sociais, internautas e
ativistas se engajam em uma campanha para divulgação do caso na
esperança de que, com uma comoção nacional, seja possível pressionar o
Itamaraty para que tomem uma atitude e resgatem o brasileiro.
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