HOMENAGENS
Sem a pompa do passado, sem a presença maciça de políticos como
geralmente acontece em anos de eleição, mas com a renovação de fé que a
caracteriza há mais de 100 anos, foi encerrada ontem, domingo (25) a
festa em homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira da Redinha,
antiga estância balneária incorporada a Natal em 1938, vila de
pescadores e refúgio de boêmios até os anos 1980.
A
festa foi aberta no dia 15 com uma carreata saindo do Santuário do
Parque das Dunas em direção à igreja de pedras, como é conhecida a
capela da Redinha. Desde então foi cumprida uma programação pontuada por
missas e novenas sempre contando com a presença de padres e diáconos
convidados.
O domingo começou com a missa dos
pescadores seguida de café comunitário. No meio da tarde houve a
tradicional procissão fluvial com barcos conduzindo a imagem da santa
pelo rio Potengi até a Base Ary Parreiras, enquanto outra procissão
percorria as ruas do bairro.
Na Pedra do
Rosário, tradicional ponto de peregrinação de católicos, pouco mais de
vinte pessoas desceram as escadarias para saudar os participantes da
procissão e pedir proteção divina.
O calor
sufocante de um domingo de verão, em que o termômetro marcou 33 graus,
afastou os fiéis do trajeto da procissão. A aposentada Edna Bacurau veio
de Barro Vermelho em companhia de uma vizinha, mas teve o cuidado de
deixar o celular em casa com medo de ser assaltada. A dona de casa Rita
Fernandes observou que a cada ano há menos barcos na procissão. "Os
católicos precisam participar mais da vida religiosa."
No retorno houve o encontro das imagens e missa de encerramento das
festividades ao ar livre. A Redinha é uma das comunidades pertencentes à
Paróquia Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no bairro Parque das
Dunas, zona norte de Natal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário