
O PSI foi lançado para reduzir o impacto da
crise financeira internacional e mantido com o argumento de que
impulsionaria os investimentos e o crescimento do país (Ricardo
Moraes/Reuters/Reuters)
Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a antecipação reduzirá a Dívida Bruta do Governo Geral em 1,6 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB). Em outubro, segundo os dados mais recentes do Banco Central, o indicador estava em 70,3% do PIB.
Dos 100 bilhões de reais, o banco pagou 40 bilhões de reais em títulos públicos e 60 bilhões de reais em dinheiro. Os títulos foram imediatamente cancelados, e os recursos financeiros serão utilizados exclusivamente para o pagamento de dívida pública em mercado.
Enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) analisava a legalidade da operação, cogitou-se usar o dinheiro antecipado pelo BNDES para socorrer os Estados, que enfrentam grave crise fiscal. Mas a corte de contas frisou que os recursos não poderiam ser empregados em outra finalidade que não o abatimento da dívida pública.
A devolução também permitirá ao Tesouro economizar 37,3 bilhões de reais em subsídios que deixarão de ser pagos ao BNDES nos próximos anos para cobrir a diferença entre a taxa Selic (juros básicos da economia) e os juros inferiores às taxas de mercado cobrados nos financiamentos concedidos pelo BNDES. Apenas em 2017, a economia deverá ficar em torno de 7 bilhões de reais.
“A operação é importante componente do programa de ajuste fiscal do Governo Federal e resulta em melhora substancial e imediata no nível de endividamento”, informou o Ministério da Fazenda em nota.
Empréstimos
De 2008 a 2014, o Tesouro Nacional aportou cerca de R$ 500 bilhões em títulos públicos ao BNDES para ampliar a capacidade do banco de emprestar recursos para sustentar o investimento e estimular a economia. O Tesouro emitiu títulos públicos ao banco, que vendia os papéis no mercado para ampliar o capital e poder emprestar mais recursos.(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)
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