segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Corpos de dois presos são retirados de Alcaçuz; 'duplo homicídio', diz delegado. Remoção dos corpos aconteceu na madrugada desta segunda-feira (26). Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc) ainda não se posicionou.

A ESCLARECER
 Um muro de concreto foi erguido dividindo o complexo penal ao meio. De um lado, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, com os pavilhões 1, 2 e 3. Do outro, o Presídio Rogério Coutinho Madruga, com os pavilhões 4 e 5   (Foto: Anderson Barbosa/G1)
 Um muro de concreto foi erguido dividindo o complexo penal ao meio. De um lado, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, com os pavilhões 1, 2 e 3. Do outro, o Presídio Rogério Coutinho Madruga, com os pavilhões 4 e 5 (Foto: Anderson Barbosa/G1) 

Corpos de dois presos foram retirados do Complexo Penal Alcaçuz/Rogério Coutinho Madruga na madrugada desta segunda-feira (26). A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep). Os mortos ainda não foram identificados. 

Delegado de Nísia Floresta, município onde está localizada a penitenciária, Eloy Xavier disse que os detentos foram assassinados, mas que ainda não tem como apontar quem são os autores nem as circunstâncias do duplo homicídio. 

 Celas do Pavilhão 5 foram reformadas após a rebelião de janeiro de 2017 (Foto: Sejuc/Divulgação)
 Celas do Pavilhão 5 foram reformadas após a rebelião de janeiro de 2017 (Foto: Sejuc/Divulgação)

Os corpos estavam no Pavilhão 5 da unidade, como é mais conhecido o Presídio Rogério Coutinho Madruga, anexo de Alcaçuz. 

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) e aguarda posicionamento sobre o ocorrido.

Superlotação

Essas foram as primeiras mortes em Alcaçuz após o massacre de janeiro de 2017, quando 26 presos foram mortos durante uma briga envolvendo membros de duas facções criminosas. 

Atualmente, o complexo possui aproximadamente 2.100 detentos, quase o dobro de quando estourou a rebelião. Deste total, mais de 1.000 estão somente no Pavilhão 5, que possui capacidade para 400 presos. 

(Por Anderson Barbosa e Ricardo Oliveira, G1 RN) 

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