AÉCIO
Belo Horizonte (AE) - Depois de
confirmada a vitória da presidenta Dilma Rousseff (PT) no 2.º turno da
eleição presidencial, o candidato do PSDB, Aécio Neves, deixou o
apartamento de sua irmã, Andrea Neves, em Belo Horizonte e foi até um
hotel no centro da cidade acompanhado de uma comitiva de tucanos,
aliados e celebridades de vários estados. Em um breve pronunciamento,
que durou pouco mais de dois minutos, o tucano fez um discurso de
conciliação.
Valter Campanato
Aécio Neves, que terá mais quatro anos de mandato no Senado, pede união nacional
“Cumprimentei agora há pouco a presidente reeleita e desejei a ela sucesso na condução do seu próximo governo. Ressaltei que considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado, que dignifique a todos os brasileiros”. O senador, que terá mais quatro anos de mandato pela frente no Congresso, não respondeu perguntas. Em sua fala, Aécio lembrou o apóstolo Paulo. “Mais uma vez São Paulo é que trata de forma mais clara o sentimento que tenho hoje na minha alma e no meu coração: combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé”, afirmou.
Aécio passou o dia em seu apartamento e no final da tarde foi para o da irmã, onde recebeu dirigentes tucanos e aliados. Havia a expectativa da chegada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Geraldo Alckmin, o que não se confirmou. De São Paulo vieram o senador eleito José Serra e o senador Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice na chapa tucana.
Em coletiva realizada pela manhã, o presidenciável, que falou ao lado da
esposa, já havia feito um discurso pedindo a união a nacional, mas
disse ter “muito melhores condições” para promover um entendimento
nacional do que sua rival, Dilma Rousseff (PT). Mas acusou o PT de
promover “a mais sórdida campanha jamais feita no País, com ofensas,
calúnias e mentiras” para se manter no poder e disse que sua candidatura
deixará como lembrança no Brasil a mobilização nas ruas.
“Outra extraordinária marca que o Brasil irá se lembrar é a do Brasil que acordou e foi para as ruas para dizer que não aceita mais que um partido se julgue dono do nosso destino.”
Mineiro, o candidato Aécio Neves (PSDB) obteve a maior votação que um político do PSDB já registrou em uma eleição presidencial em São Paulo. Mais de 15 milhões de eleitores paulistas votaram no senador mineiro ontem, o que corresponde a 64,3% dos votos válidos do 2º turno presidencial. Foi quase o dobro da quantidade de eleitores que a presidenta Dilma Rousseff (PT) recebeu no Estado: 8,5 milhões, ou 35,7% do total.
O PT não ganhou trégua do eleitorado paulista no 2º turno, após sofrer uma derrota histórica em São Paulo há três semanas. A diferença de votos entre Aécio e Dilma, em números absolutos, foi de 6,8 milhões - o que não foi o suficiente para reverter a dianteira de 10,3 milhões de votos que a candidata reeleita conseguiu no resto do País. Antes dessa eleição, o melhor resultado de um candidato tucano à Presidência em São Paulo havia sido de Fernando Henrique Cardoso ao ser reeleito em 1998, quando recebeu 59,9% dos votos válidos já no 1º turno - tanto nesse ano quanto em 1994, não houve 2º turno na disputa presidencial. A única vitória do PT no território do maior eleitorado do Brasil havia sido em 2002. Naquela ocasião, 55,4% dos votos do Estado no 2º turno foram para o petista Luiz Inácio Lula da Silva, cujo berço político é o ABC Paulista.
“Outra extraordinária marca que o Brasil irá se lembrar é a do Brasil que acordou e foi para as ruas para dizer que não aceita mais que um partido se julgue dono do nosso destino.”
Mineiro, o candidato Aécio Neves (PSDB) obteve a maior votação que um político do PSDB já registrou em uma eleição presidencial em São Paulo. Mais de 15 milhões de eleitores paulistas votaram no senador mineiro ontem, o que corresponde a 64,3% dos votos válidos do 2º turno presidencial. Foi quase o dobro da quantidade de eleitores que a presidenta Dilma Rousseff (PT) recebeu no Estado: 8,5 milhões, ou 35,7% do total.
O PT não ganhou trégua do eleitorado paulista no 2º turno, após sofrer uma derrota histórica em São Paulo há três semanas. A diferença de votos entre Aécio e Dilma, em números absolutos, foi de 6,8 milhões - o que não foi o suficiente para reverter a dianteira de 10,3 milhões de votos que a candidata reeleita conseguiu no resto do País. Antes dessa eleição, o melhor resultado de um candidato tucano à Presidência em São Paulo havia sido de Fernando Henrique Cardoso ao ser reeleito em 1998, quando recebeu 59,9% dos votos válidos já no 1º turno - tanto nesse ano quanto em 1994, não houve 2º turno na disputa presidencial. A única vitória do PT no território do maior eleitorado do Brasil havia sido em 2002. Naquela ocasião, 55,4% dos votos do Estado no 2º turno foram para o petista Luiz Inácio Lula da Silva, cujo berço político é o ABC Paulista.
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