sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Governo planeja acelerar desapropriação da Barragem de Oiticica

DESAPROPRIAÇÕES
A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Procuradoria Geral do Estado e Tribunal de Justiça do RN (TJRN) pretendem dar celeridade aos processos de pagamento de indenização relativos às desapropriações dos posseiros e proprietários de terras atingidos pela construção da Barragem de Oiticica. Segundo dados oficiais, foram negociados 81% dos 389 processos de desapropriação até esta semana. 
 
A expectativa é que essa fase de negociações seja encerrada ainda neste primeiro semestre do ano. De acordo com o titular da Semarh, Mairton de França, a PGE vai dar andamento às negociações junto com os moradores. “Feito o acordo, o governo efetua o pagamento por meio de depósito em juízo para o TJ homologar e efetuar o pagamento”, explica.
 
As negociações também ficarão sob o comando do juiz coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Herval Sampaio. Ao todo, 782 famílias estão envolvidas na questão.
 
Desses 389 processos, 317 já foram negociados. Além disso, 246 foram ajuizados, ou seja, depositados em juízo e à disposição para homologação. “Avançamos quase 70% nas negociações e falta muito pouco para concluir essa parte”, ressaltou o secretário. Ainda segundo França, o governo iniciou 2015 com R$ 2 milhões negociados e pagos. “Ao fim do ano, o número subiu para R$ 15 milhões depositados em juízo”, contou.
 
A obra está orçada atualmente em R$ 311 milhões, sendo R$ 19 milhões de contrapartida do Estado. Dentro deste cronograma financeiro, R$ 8 milhões estão sendo destinados à desapropriação e R$ 11,5 milhões investidos no reassentamento.
 
Também está sendo incluído o aditivo para a nova comunidade, o cemitério da nova Barra de Santana e outras obras sociais, além do estudo sismológico. “Estamos abrindo o processo para construção do novo distrito e estamos com a expectativa de fazer a licitação ainda este mês”.
 
Em busca de um posicionamento do governo federal no que diz respeito ao repasse dos recursos para o andamento das negociações e da própria obra, o titular da Semarh está em Brasília. A boa notícia é que o Ministério da Integração garantiu a regularidade do repasse. 
 
“Ficou estabelecido o repasse mínimo de R$ 6 milhões por mês para a obra”, disse o secretário. Esse valor se divide entre a construção e a sequência do pagamento das indenizações. A obra está com o percentual de execução de 35%.
 
O lugar onde o reservatório está sendo construído está localizado sobre o rio Piranhas-Açu entre os municípios de Caicó e Jucurutu. A barragem beneficiará diretamente 350 mil habitantes em 17 municípios do Estado. Indiretamente, a obra, com capacidade para 556 milhões de metros cúbicos, atenderá toda a população dos municípios do Seridó, Vale do Açu e região Central do Rio Grande do Norte, beneficiando mais de 500 mil pessoas.
 
Comitê vai acompanhar efeitos da seca
 
O Comitê de Acompanhamento dos Efeitos da Seca no estado, criado esta semana, tem o objetivo de monitorar os municípios que estejam incluídos ou venham a fazer parte da relação do decreto estadual de situação de emergência ocasionado pela estiagem que afeta o RN. 
 
Composto por cinco técnicos vinculados à pasta de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, “o comitê também tem a função de gerar os indicadores para fazer o acompanhamento da situação no estado”, explica Mairton França.
 
Os dados obtidos pelos técnicos, que se reunirão uma vez por mês, serão encaminhados para o Gabinete Civil do Estado para agregar os demais projetos de combate à seca. O Rio Grande do Norte atualmente tem 16 municípios em colapso total de desabastecimento de água e a previsão é que até o fim do ano mais duas regiões sejam classificadas como em estado crítico por falta de água.
 
por:NOVO

Nenhum comentário:

Postar um comentário