
O Complexo Médico Penal, em Pinhais (PR), que abriga parte dos presos da Lava Jato (Jefferson Coppola/VEJA)
Como quarta-feira (21) foi a última visita antes do Natal, os familiares dos presos compareceram em peso na carceragem, a ponto de formarem fila na revista, incluindo a mulher de Marcelo, Isabela Alvarez Odebrecht e duas de suas três filhas. Ao abrir as sacolas, os agentes se depararam com panetones e ficaram sem saber se deixavam ou não entrar. Foi preciso vir uma ordem de cima para liberar as comidinhas. “Permitimos um panetone por preso, sendo da Lava Jato ou não, pois não há qualquer ilegalidade. É comum que os familiares tragam na visita alguns itens como bolachas, barras de cereais e produtos semelhantes. Por isso não proibimos a entrada do panetone”, justifica o delegado Maurício Moscardi Grillo, um dos coordenadores da Lava Jato.
Panetone esfarelado
Já no Complexo Médico Penal, os privilégios natalinos são permitidos por meio de uma portaria do Departamento de Administração Penitenciária, que concede o direito aos presos de receber panetone, nozes e peru de Natal nos dias de visita que antecedem 25 e 31 de dezembro. Lá, os presos da Lava Lato fazem o banquete em uma área reservada dos demais detentos. Mas antes de entrar na penitenciária, o panetone, por exemplo, é todo esfarelado para verificar se há objetos escondidos dentro deles. Antes da ceia, que vai ocorrer na sexta-feira (23) os presos planejam fazer uma roda de oração. O ex-deputado Luiz Argolo, que ficou extremamente religioso depois que virou presidiário, é quem puxará a reza. Na véspera do Natal, dia 24, eles seguem a rotina normal. Dormem cedo, às 21h, enquanto as pessoas que estão livres se preparam para o ritual de troca de presentes.( Ullisses Campbell, de Curitiba/Veja.com)
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