
Convenção Nacional do PT para lançamento da candidatura de Lula para presidente, na Casa de Portugal - ABr
Brasília - O prazo para
realização de convenções partidárias termina neste domingo. Segundo a
legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices,
alianças ou coligações têm de ser oficializadas até a próxima
segunda-feira. Neste sábado, Patriota, Podemos, Partido Novo, PT, PSDB e
Rede confirmaram seus candidatos à Presidência da República nas
eleições de 2018.
Veja os candidatos confirmados até agora:
Álvaro Dias (Podemos)
O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais
do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura
do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante
convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro
Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro
para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a
República”.
Ele vai compor chapa com o ex-presidente do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de
Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à
Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além
do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.
Cabo Daciolo (Patriota)
A convenção nacional do Patriota oficializou a
candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o
Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de
São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a
vice escolhida foi Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é
pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do
Distrito Federal.
Daciolo defende mais investimentos em educação e
segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em
discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à
legalização do aborto e à ideologia de gênero.
Ciro Gomes (PDT)
O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de
Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu
filiados do partido.
O partido ainda não definiu o candidato a
vice-presidente. Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à
Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS.
Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no
Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do
estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para
assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994),
por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da
Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula.
Tem 60 anos e quatro filhos.
Geraldo Alckmin (PSDB)
Em convenção nacional realizada na capital federal, o
PSDB confirmou a candidatura do presidente do partido e ex-governador de
São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de
outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve
um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice
na chapa.
No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que
quer ser presidente para unir o país e recuperar a "dignidade roubada"
dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do
tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a
economia.
Guilherme Boulos (Psol)
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores
SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como
candidato à Presidência da República pelo Psol, na convenção nacional em
São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara,
representante do povo indígena, para vice-presidente.
Boulos destacou que irá defender temas que pertencem
aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização
da polícia.
Henrique Meirelles (MDB)
O MDB confirmou no dia 2 de agosto o nome do
ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato à Presidência
da República. Hoje, o partido informou que Germano Rigotto,
ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.
Henrique Meirelles destacou como prioridades
investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país,
além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu
reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que
pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as
reformas para que o país cresça 4% ao ano.
Jair Bolsonaro (PSL)
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos,
foi confirmado no dia 22 de julho como o candidato à Presidência da
República nas eleições deste ano pelo PSL. A chapa ainda não tem vice.
Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer
excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e
Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente.
O candidato prometeu ainda privatizar estatais.
João Amoêdo (Partido Novo)
João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à
Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital
paulista. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como
candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo
estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de
determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e
atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à
revisão do Estatuto do Desarmamento.
João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e
mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas
estatais.
José Maria Eymael (DC)
O partido Democracia Cristã (DC) confirmou no dia 28 de
julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José
Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do
pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.
Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do
DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do
crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a
valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda
não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, o
nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da
República. Não foi definido quem será o vice-presidente na chapa de
Lula. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura
do PT.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em
Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda
instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu uma
carta escrita por Lula, onde ele afirmou que "querem fazer uma eleição
presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na
preferência popular em todas as pesquisas".
Manuela D' Ávila (PCdoB)
A deputada estadual Manuela D'Ávila foi confirmada pelo
PCdoB no dia 1º de agosto como candidata do partido à Presidência da
República.
Depois de ter a candidatura lançada com apoio unânime
dos delegados do partido, Manuela D'Ávila apresentou bandeiras como a da
reforma da segurança pública, a justiça tributária, o combate às
grandes corporações e a revogação da reforma trabalhista e da emenda
constitucional que estabeleceu um teto para os gastos públicos por 20
anos. Ela criticou o “desemprego recorde”, a queda da massa salarial e a
evasão de jovens de universidades e escolas técnicas.
Marina Silva (Rede)
A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade
confirmou, por aclamação, o nome Marina Silva como candidata da sigla à
Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico
sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi
apresentado oficialmente no encontro.
A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem
notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as
reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a
reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina
também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da
reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um
diálogo com o Congresso.
Vera Lúcia (PSTU)
Em convenção nacional, o PSTU oficializou no dia 20 de
julho a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz
Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos
filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de
São Paulo, na zona leste da capital paulista.
De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê
reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e
um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe
trabalhadora.
O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.
(Por
Agência Brasil)
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