segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Aeroporto Internacional Augusto Severo vai receber memorial da aviação. Antigo aeroporto foi desativado no mês de junho, quando os voos com destino ao RN foram transferidos para São Gonçalo

DECIDIDO

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Carolina Souza
acw.souza@gmail.com

O edifício que durante décadas recebeu as operações do desativado Aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, poderá funcionar como Centro de Treinamento Operacional para aviadores e como um memorial que resgatará a história da aviação potiguar. Esse memorial, defendido por instituições culturais do Rio Grande do Norte, foi avaliado positivamente pelo Major-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, comandante da BANT, que levará a proposta para o Alto-Comando da Aeronáutica.

O assunto foi discutido na tarde desta última sexta-feira (24) durante um encontro que reuniu o comandante da Base Aérea de Natal e os representantes da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima; do Instituto Histórico e Geográfico do RN, Valério Mesquita; e do Conselho Estadual de Cultura, Iaperi Araújo.

O objetivo do projeto para o antigo aeroporto, segundo explicou Diógenes da Cunha Lima, será manter viva a importância do RN perante a história da aviação mundial, que teve um dos precursores o potiguar Augusto Severo de Albuquerque Maranhão.

“O Brigadeiro Hudson Potiguara nos recebeu em sua sala, na Base Aérea, e conversamos bastante sobre o assunto. A palavra final dele para nós foi ‘estamos assinados’. Isso nos deixou muito confiantes, principalmente porque será preservado o nome de Augusto Severo na estrutura”, afirmou.

Além do Centro de Treinamento Operacional e do memorial, será viabilizado uma área voltada para a comunidade, conforme sugestão das federações da Indústria (Fiern) e do Comércio (Fecomércio). Os detalhes desse espaço ainda são desconhecidos. Sobre o memorial, a área receberá um registro dos pioneiros da aviação, a partir de Augusto Severo.

O pátio que fica em frente à estrutura do antigo aeroporto de Parnamirim terá protótipos dos aviões que vieram ao Rio Grande do Norte no passado, além de modelos das aeronaves mais modernas. No local também haverá um réplica do balão Pax, um aeróstato dirigível projetado por Augusto Severo.
O famoso aviador potiguar, como se sabe, morreu tragicamente no dia 12 de maio de 1902, quando realizava experiência com o Pax, em Paris. O aeróstato incendiou-se a uma altura de 400 metros, precipitando no espaço o próprio Augusto Severo e seu companheiro Sachet, mecânico francês, que fazia as manobras.

“Se der certo, teremos em nosso Estado um importante espaço de resgate a nossa história. Porém, ainda há muito o que se discutir. A empresa que administrava o Aeroporto Augusto Severo, Infraero, também ficou de repassar o nosso projeto para aeronáutica. Teremos mais reuniões nas próximas semanas e estou me dispondo a ir à Brasília para reforçar nosso objetivo com a Força Aérea Brasileira”, destacou Diógenes da Cunha Lima.

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