
Na postagem, Francisco pediu o impeachment do presidente Michel Temer e escreveu que “não consegue pensar que não mandaram matar seu pai”. A publicação foi feita logo após a divulgação das delações e apagada em seguida, mas foi copiada por internautas.
Outro ponto que chama atenção, é quando o filho do ex-ministro morto menciona as Forças Armadas. Ele diz que o pai estava tão “aflito, ao ponto de considerar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim.”
Veja a suposta postagem de Francisco Zavascki na íntegra:
“O PMDB está no poder desde sempre e,
como todos sabemos, estava com o PT aproveitando tudo de bom que o
Governo pode dar… até que veio a Lava-Jato. A ordem sempre foi a de
parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes).
Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que
tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato
(ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentado nada com ele), o
que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB. O problema é que
as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do
PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer
custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o
Temer.
Do que eles são capazes? Será
que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também
está valendo? O pai sabia de tudo isso. Sabia quanto cada um estava
afundado nesse mar de corrupção.
Não é por acaso que o pai estava tão
aflito com o ano de 2017. Aflito ao ponto de considerar que havia
consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta
de que iriam sustentar o Supremo até o fim!Que gente sínica. Não tem
coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do
velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os
membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de “cortejo dos
delatados”. Impeachment já!Desculpem o desabafo, mas não tenho como não
pensar que não mandaram matar o meu pai!”
(JornaldoPaís)
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