
Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) (Jane de Araújo/Agência Senado)
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou neste domingo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança para impedir uma suposta manobra da Mesa Diretora do Senado a favor do senador Aécio Neves (PSDB-MG). No sábado, a coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo, havia noticiado a articulação para que o Congresso desobedecesse a decisão do ministro Edson Fachin e mantivesse o tucano no exercício dos direitos políticos.
Gravado em conversas com o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, a quem pede dinheiro e discute estratégias para barrar o avanço da Operação Lava Jato, Aécio foi afastado das atividades legislativas pelo magistrado. Para Randolfe, o tucano deve “muitas explicações” e não tem condições de exercer o mandato de senador. “O material que há contra ele é muito forte. Tanto é forte que a Procuradoria-Geral da República chegou a pedir que fosse preso”, afirmou a VEJA.
Cassação
Foi também Randolfe Rodrigues quem pediu ao Senado a abertura de um processo de cassação contra o ex-presidente do PSDB. No entanto, o Conselho de Ética, renovado a cada dois anos, não está instalado para o biênio 2017-2018, o que atrasa o andamento do processo contra o tucano.“O que nós defendemos é a instalação do Conselho, para que possamos deliberar sobre a situação dele”, argumentou o senador. A instalação do órgão, que serve para fiscalizar a conduta dos parlamentares, depende de um acordo entre o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e dos líderes de partidos.
(Guilherme Venaglia/Veja.Abril.com.br)
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