

Em todo o Brasil, há cerca de 15 milhões de famílias recebem o Bolsa Família. De acordo com novo do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, o cadastro dessas famílias é, em sua maior parte, autodeclaratório. Entre os beneficiários, estão parentes de autoridades, militantes do PT, empresários e até mortos, segundo levantamento feito pela Controladora Geral da União (CGU).
Entre os dados que servirão de base para o pente-fino, estão as informações coletadas no última etapa do programa de fiscalização por sorteio, que apontou que todos os 58 relatórios de municípios divulgados no site da CGU apresentam indícios de irregularidades e discrepâncias envolvendo pelo menos 10% dos beneficiários.
Segundo relatórios de fiscalização produzidos pela CGU, servidores, empresários, produtores rurais, alunos de escolas particulares, familiares de autoridades e até pessoas falecidas constavam na lista de beneficiários do Bolsa Família.
O novo ministro responsável pela gestão do programa, Osmar Terra, afirmou esta semana à Folha de S. Paulo que “O cadastro tem 100 itens. Hoje praticamente só está se cruzando o que a pessoa diz que ganha. Se a gente puder cruzar um número maior de dados, a gente vai descobrir muita coisa. A ideia não é cortar nenhum benefício, mas aumentar a eficiência, para dar realmente para quem precisa.”
O novo ministro pretende “identificar inconsistências” nos dados cadastrais e cortar o pagamento dos benefícios irregulares que forem identificados. Os beneficiários deverão comparecer à um posto de credenciamento para regularizar a situação para voltar a receber os pagamentos. Na última campanha deste tipo, apenas 3% dos beneficiários “cortados” compareceram para revalidar o cadastro e apenas 0,4% conseguiram reaver o direito ao benefício.
(Fonte: Imprensa Viva)
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