
Postos do DF começam a ajustar os preços do diesel com a redução de R$ 0,46 - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança
Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, anunciou que "a partir de agora"
o governo "estará focado na fiscalização" do desconto do preço do
diesel nas bombas e vai usar "todo o poder de polícia" para garantir que
a redução de R$ 0,46 chegue às bombas. Segundo o ministro, a informação
repassada pelo Ministério das Minas e Energia é de que "a própria BR
Distribuidora já se antecipou e fez o desconto de todo o seu estoque,
independente de quanto tenha custado", para assegurar o desconto.
Em relação à falta de gás, observada em diversos
Estados e no Distrito Federal, o ministro disse que "não há mais o que
fazer" e o "governo entregou às distribuidoras que têm de fazer chegar o
produto à ponta da linha". Para o ministro, "já temos o abastecimento
normalizado".
Etchegoyen declarou ainda que além da fiscalização das
bombas, o governo vai acompanhar de perto a investigação da violência
contra os trabalhadores que estavam nas estradas, das sabotagens nas
linhas férreas e torres elétricas e o cumprimento de todos os itens do
acordo com os caminhoneiros.
"As investigações continuam, os processos continuam e o
governo empenhará os seus meios para que essas pessoas sejam
devidamente levadas à Justiça", declarou o ministro, ao anunciar que o
grupo de acompanhamento da normalização, "mudou de protagonismo" e "terá
como ênfase", além da fiscalização da garantia do desconto do diesel na
bomba, o acompanhamento do "prosseguimento das ações policiais
judiciárias, os processos contra violência contra caminhoneiros e contra
pessoas em geral".
Segundo o ministro, "a fiscalização será feita com toda a energia e empenho que a situação exige".
Questionado sobre prisões de agressores anunciadas pelo
governo o ministro e que não teriam se concretizado, disse que "não
poderia falar", mas assegurou que os processos continuam, assim como as
ações judiciárias.
Etchegoyen disse ainda que o governo também vai dar
prioridade às conversas com o Congresso, em busca de fazer avançar no
Parlamento as medidas acertadas com os caminhoneiros que dependem de
aprovação do Legislativo.
Apesar de o ministro falar em normalidade, muitos
postos de combustível não estão recebendo o diesel com desconto no país,
embora ele tenha assegurado que a BR Distribuidora já se antecipou e
fez o desconto. "O dado do MME, dado antes de vir para cá, para não dar
informação equivocada, é de que todo o estoque, independente de quanto
tenha custado, tem a redução de R$ 0,46", insistiu ele, acrescentando
que "o governo, neste momento, está se reajustando para exercer a
fiscalização disso"
Gás de cozinha
Também em relação ao gás de cozinha, o ministro
Etchegoyen reiterou: "o gás está normalizado nas distribuidoras. É
possível que existam pontos em que não chegou na revenda, onde as
pessoas vão comprar. Mas ele está normalizado. Não há mais o que fazer
para chegar. O problema está resolvido. A partir de agora é reposição
dos estoques na ponta da linha, da venda. O ministro insistiu que todos
os meios serão empregados para garantia da fiscalização e a redução do
preço do diesel.
GLO
O ministro Sérgio Etchegoyen confirmou também que o
decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que estava em vigor desde o
dia 25 de maio, convocando as Forças Armadas para trabalhar na
fiscalização das estradas e dar segurança aos caminhoneiros não será
renovado e se extingue hoje.
"As questões pelas quais o grupo de garantia de
reabastecimento trabalhava e os temas relativos à defesa e segurança
estão superados", disse ele, explicando que o ministro da Casa Civil,
Eliseu Padilha, assume a coordenação do grupo de fiscalização.
(Por
Estadão Conteúdo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário