
O senador e presidente do PSDB Aécio Neves
faz suas indagações durante sessão de defesa da presidente afastada
Dilma Rousseff no processo de impeachment, no plenário do Senado Federal
- 31/08/2016 (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Aécio, cujo candidato na capital mineira, o deputado estadual João Leite (PSDB), disputará o segundo turno, fez nesta segunda-feira um balanço dos resultados dos tucanos nas eleições de 2016. O senador disse que a vitória em São Paulo foi “extraordinária”, mas disse que ocorreram performances “extraordinárias” da legenda também no interior de São Paulo e em Minas. Para o senador, o ideal seria que o candidato a ser lançado fosse o que “chegasse em melhores condições em 2018”.
Para Aécio, “ninguém é candidato de si mesmo”. “Há vários nomes qualificados no PSDB. Disputas internas, debates internos, são saudáveis. Na hora da eleição, vamos estar unidos em torno daquele que apresentar as melhores condições de vitória.” “No passado, não tive a menor dificuldade em apoiar Geraldo Alckmin, José Serra, e tive o apoio deles”. Segundo o senador, além dele, os dois colegas paulistas poderão estar na disputa pelo Planalto em 2018.
Aécio lembrou que as prévias estão previstas no estatuto do partido e devem ser vistas como uma “oportunidade democrática”. “Mas, neste momento, não seria justo com nossas lideranças anteciparmos 2018”, afirmou o tucano.
Sobre a possibilidade de racha na legenda por causa da consulta ao partido, o senador afirmou haver situação pior do que isso. “Não devemos temer as prévias. Por mais que isso possa gerar uma disputa interna, pior é o cerceamento da oportunidade entre os nomes que possam concorrer”, disse.
O tucano ainda garantiu que o partido vai continuar a apoiar o governo de Michel Temer (PMDB), mas que vai “chegar forte” em 2018. Para Aécio, o presidente tem que governar “sem se preocupar com curvas de popularidade”.
(com Estadão Conteúdo)
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