BRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta sexta-feira quatro mandados de prisão contra policiais legislativos do Senado. Além disso, está realizando busca e apreensão nas dependências da Polícia Legislativa da Casa. A suspeita é de que a estrutura tenha sido usada para fazer contraespionagem contra investigações da Operação Lava Jato.
Informações
de integrantes do comando do Senado são de que o diretor da Polícia
Legislativa, Pedro Ricardo de Araújo Carvalho, e seu adjunto foram
levados coercitivamente para prestar depoimento. A ação teria sido
motivada por denúncia de um servidor da segurança da Casa, devido a
processos administrativos de afastamento para afastamento de função.
Ambos estavam em suas residências.
Mais cedo, um
funcionário do Senado passou a informação de que havia buscas no
gabinete do senador Fernando Collor (PRB). A informação, porém, está
errada. A PF afirmou que o político não é alvo da ação.
A
decisão de determinar a prisão dos policiais legislativos e o
cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão foi expedida pela
Justiça Federal de Brasília. O Ministério Público também solicitou o
afastamento do exercício de função pública dos investigados, mas não há
informações ainda se o pedido foi aceito pela Justiça.
Ao
longo da Lava Jato, houve atritos entre a PF e Polícia Legislativa,
usada na segurança da Casa. Em julho do ano passado, o Senado reclamou
da ação de policiais federais, que fizeram busca e apreensão em
apartamentos funcionais de senadores, entre eles Fernando Collor
(PTC-AL). Na ocasião, a PF deflagrou uma operação
para cumprir 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) contra políticos com foro privilegiado que foram alvos de seis inquéritos instaurados na Corte a partir da Operação Lava Jato.
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