
A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR) - Edilson Rodrigues/ Agência Senado
Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Celso de Mello liberou nesta sexta-feira para julgamento seu voto na
ação penal sobre a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o
ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. No processo, ambos são réus
pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato.
Com a liberação, caberá ao presidente da Segunda Turma
do STF, Ricardo Lewandowski, marcar a data do julgamento. Celso de Mello
é o revisor da ação penal e, de acordo com regimento interno da Corte,
cabe a ele liberar o caso para julgamento após revisar o voto do
relator, Edson Fachin.
Em novembro do ano passado, ao apresentar as alegações
finais no caso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a
condenação da senadora e de Paulo Bernardo. No processo, ambos são
acusados de receber R$ 1 milhão para a campanha da senadora, em 2010.
Na manifestação, última fase do processo antes da
sentença, Dodge pede que Gleisi e Paulo Bernardo também sejam condenados
ao pagamento de R$ 4 milhões de indenização aos cofres públicos, valor
quatro vezes maior do que o montante que teria sido desviado da
Petrobras.
De acordo com depoimentos de delatores na Operação Lava
Jato, o valor da suposta propina paga a Gleisi e Paulo Bernardo é
oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. O casal foi
citado nas delações do doleiro Alberto Youssef.
Defesa
Em documento encaminhado ao Supremo durante a fase de
defesa, os advogados do casal afirmaram que as acusações são “meras
conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada.
"A requerida [senadora] jamais praticou qualquer ato
que pudesse ser caracterizado como ato ilícito, especialmente no bojo do
pleito eleitoral ao Senado Federal no ano de 2010, na medida em que
todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente
aprovadas pela Justiça Eleitoral", afirmou a defesa, na ocasião.
(Por
Agência Brasil)
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