O Governo do Estado anunciou a criação de um Plano de Resposta e Mitigação de Desastre para tratar do derramamento de óleo nas praias que atinge o RN. A medida se deu pela formação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) após reunião realizada neste sábado, 19, na sede do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema). O GGI é de respnsabilidade da Defesa Civil Estadual.
Dentre as ações programadas pelo GGI estão: de segunda-feira (21) a
quarta-feira(23) será disponibilizado pela Defesa Civil um cadastro de
voluntários online para atuar em possíveis mutirões; na quinta (24) e
sexta-feira (25), haverá capacitação direcionada dos voluntários
cadastrados; o Idema realizará outra operação Mancha Negra na
terça-feira (22) e na quarta-feira (23); e, em paralelo ao
monitoramento, durante toda semana, haverá uma nova rodada de orientação
aos municípios sobre coleta e armazenamento voluntários.
De
acordo com o Governo do RN, a ação complementa o Comando Unificado de
Incidentes, que havia sido criado com intuito de aproximar os demais
estados na busca de informações e articulações das atividades para o
controle e a prevenção dos danos causados pelas manchas de óleo que se
espalharam pelas praias do Nordeste.
Ajuda
O
Governo do Estado realizou, nesta sexta-feira (19), na sede da
Governadoria, a terceira reunião com as secretarias e órgãos estaduais
que compõem o Comando Unificado de Incidente, grupo formado para
monitorar o óleo que tem aparecido nas praias do RN e em outros estados
do Nordeste.
Na ocasião, a governadora Fátima
Bezerra determinou aos administradores das pastas a manutenção das
estratégias de ações, caso a costa do Rio Grande do Norte venha a ser
atingida por uma quantidade maior de óleo do que vem sendo registrado
pelo Ibama até momento. A preocupação surgiu depois que o estado de
Pernambuco recebeu nos municípios de São José da Coroa Grande e
Tamandaré quantidades expressivas do material.
“Apesar
de estarmos em uma condição menos grave em relação a outros estados,
como Bahia e Sergipe, no quesito derramamento de óleo, nós não podemos
esperar que o mal nos atinja para agir. Então, que seja feito o pedido
oficial ao Governo Federal para enviar equipes da Petrobras e das Forças
Armadas para auxiliar os municípios atingidos”, disse a governadora.
Entre
as resoluções estabelecidas estão: o Plano de Ação a ser executado pela
composição Comando Unificado de Incidentes; análise do pescado e da
qualidade da água; o monitoramento das áreas sensíveis; mutirões de
limpeza (em parceria com a sociedade civil); solicitação de apoio das
entidades representativas da iniciativa privada; e divulgar as
informações periodicamente.
O Instituto de
Desenvolvimento Sustentável do Meio Ambiente (Idema) continua a
sistematização dos procedimentos. “O trabalho tem sido constante desde
quando os primeiros pontos de óleo surgiram na orla do RN. Entretanto, é
preciso contar com a maior aproximação da União, para o fortalecimento
das atividades desenvolvidas pelos gestores municipais. Algumas
prefeituras não têm como armazenar os resíduos de forma adequada nem
contingente humano para recolher o material nas áreas afetadas”, pontua o
diretor geral do Idema, Leon Aguiar.
Segundo
o representante da Defesa Civil Estadual, comandante Carvalho, o estado
precisa continuar vigilante e articulado com todos os entes públicos.
“Ações concretas poderão ser implantadas a curto prazo se a força tarefa
estiver articulada. Com esta atribuição, a Defesa Civil integra o Grupo
de Acompanhamento e Avaliação (GAA), que tem operacionalizado as ações
preventivas nos estados do Nordeste. E caso seja necessário estaremos
prontos para acionar a presença aqui no Rio Grande Norte”, afirmou.
Participaram também do encontro representantes do Gabinete Civil, Setur, Sesap, Semarh, Sape, Governo Cidadão, Idiarn e Assecom.
(Via:TN)
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