
Senador Fernando Bezerra Coelho (Elza Fiúza/ABr/VEJA)
Fernando Bezerra foi ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff (de 2011 a 2013) e um dos 61 parlamentares que votaram pelo impeachment da ex-presidente no Senado. Atualmente, o seu filho de mesmo nome é ministro de Minas e Energia do governo Temer.
Parte dos valores ilícitos pagos pelas construtoras foi feita por meio de doações legais à campanha de reeleição de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco, em 2010. A outra parceria teria sido quitada por meio de contratos superfaturados e fraudulentos com a empresa Câmara & Vasconcelos. A procuradoria diz que, em troca da propina, os dois políticos garantiam contratos de obras de infraestrutura e incentivos tributários na construção da refinaria.
Segundo as investigações, quem pediu os pagamentos às empreiteiras foi o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, um dos principais delatores da Lava Jato. Já a operacionalização do esquema ficou a cargo dos empresários Aldo Guedes Álvaro, então presidente da Companhia Pernambucana de Gás, e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, que também foram denunciados hoje pelo Ministério Público Federal.
Como provas, o PGR anexou trechos dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, agendas de reuniões de ex-dirigentes da Petrobras com o senador e declarações prestadas à Justiça Eleitoral de doação das construtoras à campanha de Eduardo Campos.
Por Eduardo Gonçalves/Veja
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