
O presidente Michel Temer durante reunião com
o colega argentino, Mauricio Macri, em Buenos Aires - 03-10-2016
(Enrique Marcarian/Reuters)
Segundo ele, o recado dos eleitores precisa ser assimilado para que políticos e partidos reformulem “eventuais costumes inadequados” da política brasileira. Temer, no entanto, ressaltou que, apesar da constatação, as eleições municipais representam um exercício democrático. “Acho que foi um recado dado pelas urnas em dois vetores. O primeiro é: cuidem-se aqueles que estão na classe política. Por outro lado, temos de festejar a democracia que se produziu ao longo do tempo e que foi exercitada nas eleições de ontem”, completou.
De acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção nas eleições municipais chegou a 17,5% do eleitorado, acima dos 16,41% registrados na votação municipal de 2012. Na cidade de São Paulo, o total de pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno da eleição municipal foi de quase 22%. O Rio liderou no quesito, com 24,28%.
Temer citou a eleição de João Doria (PSDB), em São Paulo, como um exemplo desse desencanto com a política, lembrando que o tucano citava a todo momento não ser um político, mas um gestor. “Isso seguramente deve tê-lo auxiliado”, disse. O presidente comentou, ainda, as manifestações contra o seu governo – mesmo na Argentina, enquanto fazia a reunião bilateral com Macri, brasileiros que vivem no país e argentinos protestavam. “Realmente há protestos. Eles são naturais na democracia, especialmente frente ao rescaldo dos últimos acontecimentos no país. Não me incomodo com eles, não”, afirmou. Temer negou ainda que tenha fugido dos protestos ao votar antes do horário anunciado, no domingo. Disse apenas que “surgiu um compromisso de última hora”.
(Com agências Brasil e Reuters)
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