
Presidente eleito, Jair Bolsonaro - Fausto Maia/Parceiro/Agência O Dia
Brasília - O presidente
eleito, Jair Bolsonaro, reafirmou nesta terça-feira, em coletiva de
imprensa, que "hoje em dia continua muito difícil ser patrão no Brasil".
Bolsonaro defendeu um aprofundamento da reforma trabalhista em seu
governo, com medidas mais favoráveis aos empregadores para estimular
novas contratações. A ideia também foi apresentada a parlamentares do
MDB e do PRB em reuniões no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede
da equipe de transição.
"Na última reforma trabalhista, que votei favorável, já
tivemos reflexo positivo, número de ações trabalhistas caiu pela
metade. Mas hoje em dia continua sendo muito difícil ser patrão no
Brasil", criticou o presidente.
No ano passado, o Congresso aprovou projeto do
presidente Michel Temer que muda trechos da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) e prevê pontos que poderão ser negociados entre
empregadores e empregados e, em caso de acordo coletivo, passarão a ter
força de lei.
Bolsonaro não quis entrar em detalhes sobre como seria
feito o aprofundamento. "Estamos estudando. Não basta ter direitos e não
ter empregos, esse é o grande problema que existe", declarou em
conversa com jornalistas.
O presidente eleito também contou que tem recomendado a
empregadores que "entrem na guerra" pela mudança da legislação. "Tenho
dito que vão ter que entrar nessa guerra, não dá para deixar só com
governo. Alguns dizem que podemos nos aproximar da legislação de outros
países como os Estados Unidos, mas acho que seria aprofundar demais."
Segundo ele, em reuniões com representantes do setor
produtivo há reclamação de que "com a legislação trabalhista ainda está
complicado empregar no Brasil". "Eles têm dito que o Brasil é o país dos
direitos, mas não tem emprego. Então isso tem que ser equacionado um
dia. Eles têm dito, não sou eu, o trabalhador vai ter que decidir, um
pouquinho menos de direitos e emprego ou todos os direitos e
desemprego."
Sobre a dissolução do atual Ministério do Trabalho, ele
disse que a pasta funcionava como "sindicato do trabalho, e não como
ministério". "Nenhum trabalhador vai perder direitos ou ser prejudicado
tendo em vista a não existência do ministério do trabalho", garantiu.
(por:Estadão Conteúdo)
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