quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Jean Wyllys se queixa de perseguição, principalmente pelos cristãos

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O deputado federal Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro, voltou a se manifestar esta semana sobre uma série de ameaças que ensejaram uma queixa do parlamentar encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, vinculada a OEA. Em resposta à manifestação do deputado , o órgão exigiu que o o Estado Brasileiro forneça garantias de vida ao político, que hoje vive sob um forte esquema de segurança.

Jean Wyllys fez um relato de seu drama em um depoimento publicado no site do EL PAÍS esta semana. O parlamentar se queixa da rotina de difamação e ameaças que vem alterando sua rotina. Leia abaixo os principais trechos de seu relato.

“Semanas atrás, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos solicitou ao Governo brasileiro que tome medidas para proteger minha vida e integridade pessoal. Também pediu que sejam investigadas as ameaças e a difamação de que sou vítima através de fake news, que aumentaram minha vulnerabilidade, ao me tornar alvo do ódio de setores da sociedade. A decisão da CIDH é uma reação da comunidade internacional à inação do Estado brasileiro diante de uma situação que tem se prolongado no tempo e que, no último ano, agravou-se muito.

Desde o início do primeiro mandato, sou alvo de fake news e campanhas difamatórias que tentam me associar à pedofilia e me colocar como ameaça para as famílias e inimigo de parte da população, particularmente dos cristãos. Para isso, atribuem a mim projetos de lei inexistentes e declarações que nunca fiz, usando vídeos editados, montagens de fotos, notícias falsas e deturpação de informações.

As fake news têm por objetivo não apenas a destruição da minha imagem e o ataque a uma agenda de direitos humanos e liberdades individuais, como também a invenção de falsas justificativas para espalhar ódio contra mim e contra minha família e promover atos de violência que possam me atingir.

O parlamentar se queixa por estar sendo obrigado a pedir escolta oficial e fazer seus deslocamentos exclusivamente em carros blindado, o que teria contribuído para a restrição de seus movimentos inclusive durante a última campanha. “Não posso ir a lugar nenhum sem a escolta, porque essas são as condições para me proteger, de modo que é como se eu estivesse em cárcere privado sem ter praticado crime nenhum, sendo eu a vítima. Isso tem afetado muito minha saúde física e emocional”, relata Jean Wyllys.

Leia a matéira completa aqui no El País



(Fonte: www.imprensaviva.com)

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