

O deputado federal Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro, voltou a se manifestar esta semana sobre uma série de ameaças que ensejaram uma queixa do parlamentar encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, vinculada a OEA. Em resposta à manifestação do deputado , o órgão exigiu que o o Estado Brasileiro forneça garantias de vida ao político, que hoje vive sob um forte esquema de segurança.
Jean Wyllys fez um relato de seu drama
em um depoimento publicado no site do EL PAÍS esta semana. O parlamentar
se queixa da rotina de difamação e ameaças que vem alterando sua
rotina. Leia abaixo os principais trechos de seu relato.
“Semanas atrás, a Comissão
Interamericana de Direitos Humanos solicitou ao Governo brasileiro que
tome medidas para proteger minha vida e integridade pessoal. Também
pediu que sejam investigadas as ameaças e a difamação de que sou vítima
através de fake news, que aumentaram minha vulnerabilidade, ao me tornar
alvo do ódio de setores da sociedade. A decisão da CIDH é uma reação da
comunidade internacional à inação do Estado brasileiro diante de uma
situação que tem se prolongado no tempo e que, no último ano, agravou-se
muito.
Desde o início do primeiro mandato, sou
alvo de fake news e campanhas difamatórias que tentam me associar à
pedofilia e me colocar como ameaça para as famílias e inimigo de parte
da população, particularmente dos cristãos. Para isso, atribuem a mim
projetos de lei inexistentes e declarações que nunca fiz, usando vídeos
editados, montagens de fotos, notícias falsas e deturpação de
informações.
As fake news têm por objetivo não apenas
a destruição da minha imagem e o ataque a uma agenda de direitos
humanos e liberdades individuais, como também a invenção de falsas
justificativas para espalhar ódio contra mim e contra minha família e
promover atos de violência que possam me atingir.
O parlamentar se queixa por estar sendo
obrigado a pedir escolta oficial e fazer seus deslocamentos
exclusivamente em carros blindado, o que teria contribuído para a
restrição de seus movimentos inclusive durante a última campanha. “Não
posso ir a lugar nenhum sem a escolta, porque essas são as condições
para me proteger, de modo que é como se eu estivesse em cárcere privado
sem ter praticado crime nenhum, sendo eu a vítima. Isso tem afetado
muito minha saúde física e emocional”, relata Jean Wyllys.
(Fonte: www.imprensaviva.com)
Nenhum comentário:
Postar um comentário