
Luís Roberto Barroso deterninou o recolhimento de cerca de 8.000 reais (Carlos Moura/ASCOM/TSE/Divulgação)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade e com ressalvas, a prestação de contas de campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições presidenciais de 2018, em sessão na noite desta terça-feira, 4, em Brasília.
Relator do
processo, o ministro Luís Roberto Barroso considerou que as ressalvas
dizem respeito a valores inexpressivos, que não acarretam em problemas
na transparência da prestação de contas. “As irregularidades detectadas
são de pouquíssima relevância”, justificou.
“O montante das irregularidades representa 0,19% dos recursos recebidos”, pontuou Barroso, destacando que a fatia de valores é inexpressiva frente à arrecadação (cerca de 4 milhões de reais) e despesas (cerca de 2 milhões de reais) da campanha.
Os ministros
Edson Fachin, Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e
a presidente da Corte, ministra Rosa Weber acompanharam o relator. “As
ressalvas são mínimas e se impõem exclusivamente em função dos
critérios”, afirmou Rosa Weber.
O julgamento
da aprovação de contas permitirá a diplomação do presidente eleito no
próximo 10, última etapa antes da posse, em 1º de janeiro de 2019.
Suspeitas de irregularidades
“Subcontratação de empresa não cadastrada não comprometeu a transparência das contas”, afirmou Barroso. No geral, o ministro foi acompanhado por todos os outros seis ministros da Corte Eleitoral. Fachinapenas observou que, em sua visão, a AM4 deveria estar cadastrada, mesmo sendo subcontratada.
Na tribuna, a advogada de Bolsonaro, Karina Kufa, destacou que a campanha do candidato vitorioso “primou pela redução de gastos”. “Espero aqui que sejam aprovadas sem ressalvas, especialmente tendo em vista o uso de recursos provados usados nessa campanha. Sendo que a do candidato primou pela redução de gastos, o que deve ser regra na disputa eleitoral”, disse no início do julgamento.
(com Estadão Conteúdo)
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