A força-tarefa da Lava-Jato
recorreu ao Tribunal Federal da 2ª Região (TRF-2) para pedir a prisão
temporária da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. Antes da deflagração da
Operação Calicute, os procuradores já haviam solicitado a medida ao juiz
da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, que negou o pedido.
Com isso, ela foi levada coercitivamente para para a Superintendência
da Polícia Federal na quinta-feira e liberada após prestar depoimento.
O pedido de prisão temporária de
Adriana será analisado pelo desembargador Abel Gomes, da 1ª
Turmaespecializada do TRF-2. Ele aguarda manifestação da defesa da
ex-primeira-dama. Depois que isso acontecer, a segunda instância do MPF
vai se manifestar. Em seguida, o desembargador vai levar a análise do
pedido de prisão para a turma, que é composta por Abel e outros dois
desembargadores.
Dos dez maiores contratos do
escritório Ancelmo Advogados, da mulher do ex-governador Sérgio Cabral,
nos últimos oito anos (2008-2015), sete foram celebrados com empresas
que receberam no mesmo período benefícios fiscais do governo fluminense.
Dados obtidos pelo GLOBO, que teve acesso a todos os contratos
assinados pelo escritório neste tempo, demonstram que R$ 27,33 milhões
derivam dos sete contratos com empresas contempladas, que, juntas,
receberam quase R$ 4 bi em isenções.
(JornaldoPaís)
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